A princesa herdeira da Noruega, Mette-Marit, 52 anos, foi submetida a um transplante pulmonar bem-sucedido e está a recuperar do procedimento, informou a casa real em comunicado nesta quarta-feira.A mulher do príncipe Haakon, herdeiro do trono norueguês, foi diagnosticada com fibrose pulmonar em 2018, uma doença crónica que causa cicatrizes nos pulmões e leva a uma redução da absorção de oxigénio. "Como todos os doentes recém-transplantados, a princesa herdeira permanecerá no hospital durante várias semanas", garantiu o professor Are Holm, do Hospital Universitário de Oslo, no mesmo comunicado.O príncipe e a princesa agradeceram ao público as "calorosas e gentis" mensagens de apoio que receberam recentemente. A próxima actualização pública sobre o estado de saúde de Mette-Marit só será divulgada após a alta hospitalar, lê-se.No dia 5 de Junho, o Hospital Universitário de Oslo revelou que Mette-Marit tinha sido colocada na lista de espera para um transplante pulmonar após uma significativa deterioração do seu estado de saúde, que provavelmente lhe dava apenas um ano de vida sem a cirurgia.Na altura, o primeiro-ministro Jonas Gahr Stoere elogiou a princesa herdeira por ser transparente sobre a sua doença, dizendo que poderia ajudar outras pessoas que sofrem de complicações de saúde semelhantes.Em Dezembro, o príncipe herdeiro Haakon confirmou que a família tinha notado uma alteração no estado de saúde de Mette-Marit e que esta estava com mais dificuldade em respirar.Os escândalos da família realA cirurgia decorreu num momento delicado para a família real: no início desta semana, Marius Borg Hoiby, o filho de 29 anos de Mette-Marit, fruto de uma relação anterior, foi condenado por violação e violência doméstica a quatro anos de prisão.Mette-Marit, plebeia e mãe solteira, tinha 25 anos quando conheceu Haakon num festival de música, em 1999 — o início de um improvável romance real que começou com um alvoroço mediático e acabou por conquistar grande parte da nação.Mas, este ano, o apoio à monarquia norueguesa sofreu um abalo, segundo as sondagens de opinião, devido aos vários escândalos em que se viu envolvida. A condenação de Hoiby, na segunda-feira, ocorreu após um julgamento amplamente divulgado que dominou as manchetes nacionais.Mas não foi o único, também a mãe se viu envolvida no escândalo Epstein e pediu desculpa ao rei e à rainha pelo seu contacto com o falecido criminoso sexual norte-americano Jeffrey Epstein, que descreveu como amigo, embora se tenha afastado vários anos antes da sua morte, em 2019.Uma sondagem da Norstat, realizada em Fevereiro, durante o julgamento de Hoiby, mostrou que o apoio à manutenção da monarquia caiu para um mínimo histórico de 60%, antes de recuperar ligeiramente para 64% em Maio.