Episódios mais graves do evento ocorreram entre 1997 e 1998, quando causou 500 mortes e queda de 6% no PIB, e entre 1982 e 1983, deixando 9.000 mortos e queda de 11,6% no PIB 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A cidade de Lima, no Peru — Foto: Raul Arboleda/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/06/2026 - 00:05 Peru Prevê El Niño Forte com Impacto Climático em 2024 O Peru elevou a previsão de intensidade do fenômeno El Niño de "moderada" para "forte" entre junho e setembro, com continuidade até o primeiro trimestre do próximo ano. A Comissão Multissetorial ENFEN projeta que o El Niño, que aquece o Pacífico e provoca mudanças climáticas, terá forte impacto no Peru, aumentando temperaturas e afetando a pesca. NOAA estima 63% de chance de um evento muito forte, comparável aos episódios severos de 1997-98 e 1982-83. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A agência peruana responsável pelo monitoramento do fenômeno climático El Niño elevou sua previsão de intensidade para o evento de "moderada" para "forte" entre junho e setembro, e prevê que ele continue até o primeiro trimestre do próximo ano. O El Niño é um fenômeno natural que aumenta as temperaturas da superfície no Pacífico equatorial central e oriental, gerando mudanças globais nos ventos e nas chuvas, bem como condições climáticas erráticas. As previsões da Comissão Multissetorial para o Estudo Nacional do El Niño (ENFEN) indicam que ele "se desenvolverá de junho de 2026 a março de 2027, com maior probabilidade de atingir forte intensidade de novembro a dezembro". O El Niño afeta principalmente a área marítima, e seu impacto já está sendo sentido no Peru, onde as temperaturas chegaram a 26°C, cinco graus acima da média para o outono. O El Niño afeta principalmente a área marítima, e seu impacto já está sendo sentido no Peru, onde as temperaturas chegaram a 26°C, cinco graus acima da média para o outono. A cientista Grinia Ávalos, coordenadora do ENFEN, disse à AFP que o fenômeno já causou "um aquecimento significativo do mar e temperaturas acima do normal no litoral". "O Peru é um dos países mais afetados por este evento, pois as chuvas intensas e as altas temperaturas podem causar sérios danos à infraestrutura pública, à atividade econômica e às comunidades costeiras", comentou Ávalos. Onda de calor atinge a Europa no início do verão 1 de 10 Pessoas se refrescam sob fontes de água na área de lazer Madri por conta da primeira onda de calor do verão. — Foto: Thomas Coex / AFP 2 de 10 Mulher usa um leque para se refrescar em parque de Madri durante a primeira onda de calor do verão — Foto: Thomas Coex/ AFP X de 10 Publicidade 10 fotos 3 de 10 Pessoas caminham pela rua enquanto um termômetro indica temperatura de 36ºC durante onda de calor no centro de Nantes, oeste da França — Foto: Loic Venance/AFP 4 de 10 Torcida se reúne sob forte calor para acompanhar torneio de Wimbledon — Foto: Henry Nicholls/AFP X de 10 Publicidade 5 de 10 Público e atletas enfrentam forte calor em Wimbledon; Aryna Sabalenka se refresca durante partida — Foto: Adrian Dennis/AFP 6 de 10 Uma mulher segura um guarda-chuva para se proteger do sol em um dia quente de verão, em Roma. — Foto: Tiziana Fabi / AFP X de 10 Publicidade 7 de 10 Termômetros a 44°C põem Europa em alerta para onda de calor recorde no continente — Foto: Thomas Coex/AFP 8 de 10 Termômetros a 44°C põem Europa em alerta para onda de calor recorde no continente — Foto: Thomas Coex/AFP X de 10 Publicidade 9 de 10 Público enfrenta calor para acompanhar partidas em Wimbledon — Foto: Henry Nicholls/AFP 10 de 10 Mulher abana casal durante partida em Wimbledon — Foto: Henry Nicholls/AFP X de 10 Publicidade Regiões da Itália proibiram trabalho ao ar livre nas horas mais quentes Em relação aos recursos pesqueiros, a intensificação das condições de aquecimento do mar deve continuar afetando a distribuição da pesca de anchova. Cientistas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) acreditam que há 63% de chance de "um evento El Niño muito forte entre novembro e janeiro, figurando entre os mais intensos registrados desde 1950". A última vez que o fenômeno atingiu o Peru foi em 2013, causando 99 mortes. Mas os episódios mais graves ocorreram entre 1997 e 1998, quando causou 500 mortes e uma queda de 6% no PIB, e entre 1982 e 1983 deixou 9.000 mortos e uma queda de 11,6% no PIB.