A operação petrolífera na costa do Rio de Janeiro e a demanda de turismo impulsionam o tráfego aéreo por helicópteros no estado. Foram 81 mil movimentações em 11 aeródromos entre janeiro e maio deste ano.

O tráfego tem crescido no Brasil como um todo e atingiu nos primeiros cinco meses deste ano 160 mil pousos e decolagens com aeronaves do gênero, 3,7% a mais do que o mesmo período do ano passado. Trata-se de uma alta que consolida a tendência observada ao menos desde 2021, quando houve 104 mil registros.

Os dados contabilizados pelo CGNA (Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea), da FAB (Força Aérea Brasileira) levam em consideração a operação em aeródromos e não contabiliza a movimentação entre helipontos públicos e privados, o que faz com que os registros relativos a São Paulo apontem 32 mil pousos e decolagens em 19 aeródromos neste ano. O estado tem a maior frota de helicópteros do país.

O aeroporto de Jacarepaguá, na zona sudoeste do Rio, região onde ocorreu a colisão entre dois helicópteros que deixou seis pessoas mortas, lidera a circulação desse tipo de aeronave, conforme a base da FAB.

Foram 42 mil pousos e decolagens de janeiro a maio, quase o triplo do tráfego no aeroporto do Campo de Marte, na zona norte da capital paulista e que reúne a segunda maior movimentação de helicópteros no Brasil, com pouco mais de 15 mil.