Já fazem cinco anos desde que a carreira de Armie Hammer implodiu publicamente. Em 2017, ao lançar "Me Chame Pelo Seu Nome", ele parecia despontar como um sucesso inabalável. Mas, em janeiro de 2021, relatos sobre abusos sexuais e psicológicos abalaram sua imagem, e ele sumiu de Hollywood.

Em entrevista ao The Hollywood Reporter, o ator, agora com 39 anos, falou sobre a vida que vivia na época do estrelato, o declínio de seu sucesso e o retorno à carreira com "Citizen Vigilante", filme alemão que tem tido dificuldades de distribuição pelo conteúdo supostamente racista.

"Eu costumava me considerar um consumidor", diz ele sobre sua fase áurea. "Bebidas, mulheres, validação, experiências —eu só queria consumir. Tudo. Mais, mais e mais."

Bisneto do magnata do petróleo Armand Hammer, o artista cresceu entre Beverly Hills e as Ilhas Cayman, no Caribe, e iniciou a carreira como modelo. Em seu primeiro grande papel, deu vida aos irmãos Cameron e Tyler Winklevos em "A Rede Social", filme de David Fincher sobre o Facebook, e emplacou produções como "O Cavaleiro Solitário" e "O Agente da U.N.C.L.E." até a escalação para o drama de Luca Guadagnino.

"Eu não sabia como me dar o que eu precisava internamente, então dependia de fontes externas. É como um buraco negro —não importa o quanto você jogue dentro, sempre acaba. Você nunca vai preencher um buraco negro."