Secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr. determinou permanência em instalação de Nebraska, apesar de recomendação do CDC para isolamento domiciliar 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Passageira de cruzeiro diz ser mantida em quarentena contra a própria vontade nos EUA após exposição ao hantavírus: 'É uma prisão' — Foto: AFP | Reprodução/The New York Times RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/06/2026 - 06:39 Passageira de cruzeiro denuncia quarentena forçada em Nebraska após exposição ao hantavírus Angela Perryman, passageira de um cruzeiro, afirma estar sendo mantida contra sua vontade em quarentena em Nebraska após exposição ao hantavírus, apesar da recomendação do CDC para isolamento domiciliar. A ordem foi assinada por Robert F. Kennedy Jr., secretário de Saúde dos EUA. Perryman, que testou negativo para o vírus, denuncia a situação como uma "prisão" e critica a falta de equilíbrio nas decisões de saúde pública. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Angela Perryman, de 47 anos, continua mantida em uma instalação de quarentena em Nebraska após ter sido exposta ao hantavírus no início de maio. A permanência ocorre contra a vontade da passageira de um navio de cruzeiro e também em desacordo com a recomendação de um revisor médico dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), que defendeu que ela fosse autorizada a concluir o restante do isolamento em casa. Na segunda-feira, o secretário de Saúde dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., assinou uma ordem determinando que Perryman permanecesse em quarentena, segundo informações do jornal americano The New York Times. Kennedy é descrito como "um firme defensor da liberdade médica". Enquanto outras pessoas mantidas na mesma instalação receberam autorização para retornar às suas casas caso desejassem deixar o local, medida em vigor desde 31 de maio, Perryman permaneceu submetida à ordem de isolamento. Em entrevista por telefone ao jornal americano, Perryman afirmou sentir raiva e frustração diante da decisão. Segundo ela, testou negativo para o vírus e não apresentou sintomas. A passageira relatou ainda que tomou conhecimento da determinação assinada por Kennedy quando uma cópia da ordem foi colocada por baixo da porta de seu quarto. A manutenção da quarentena ocorreu mesmo após uma audiência destinada a contestar a medida. Depois da sessão, o Dr. Michael Bell, revisor médico de quarentena do CDC, recomendou que Perryman fosse autorizada a retornar para casa para cumprir o restante do período de isolamento. CDC recomendou medida menos restritiva A proposta previa que ela permanecesse em quarentena pelos dias restantes do período de 42 dias, sob monitoramento remoto diário de sintomas e com acesso a assistência disponível 24 horas por dia. Em sua avaliação, Bell escreveu que haveria acompanhamento "caso ela desenvolva sintomas". O médico acrescentou: "No meu julgamento profissional, essa alternativa menos restritiva é adequada para proteger a saúde pública". Após a decisão de mantê-la em Nebraska, Perryman criticou a condução do caso. — Esta é a prova definitiva de que não existe nenhum sistema de freios e contrapesos para uma detenção basicamente por tempo indeterminado sob a legislação de saúde pública — declarou. O Departamento de Saúde e Serviços Humanos foi procurado para comentar o episódio, mas recusou-se a se manifestar. Perryman é uma das 18 passageiras relacionadas ao episódio envolvendo um navio de cruzeiro que se tornou o centro de um surto de hantavírus. O surto matou três pessoas, adoeceu várias outras e gerou preocupação em diferentes partes do mundo. As passageiras foram transportadas de volta aos Estados Unidos em 11 de maio. Após o retorno, foram colocadas em quarentena na Unidade Nacional de Quarentena, em Omaha, Nebraska. Inicialmente, a orientação previa que as passageiras retornassem aos seus respectivos estados. Posteriormente, porém, elas receberam ordem para permanecer em Omaha pelo menos até 31 de maio. Perryman contestou publicamente a determinação. — Acho que isso é uma evidente maldade e retaliação — afirmou. Algumas passageiras receberam autorização para concluir a quarentena em suas residências até 22 de junho, data correspondente ao fim do período de 42 dias. Para isso, as autoridades locais de saúde precisariam comprometer-se a disponibilizar um agente da lei ou um profissional de saúde comunitária para realizar o monitoramento. Segundo Perryman, dez passageiras ainda permanecem em Omaha, mas ela é a única entre elas mantida contra a própria vontade. Perryman desejava cumprir a quarentena na Flórida, estado onde mora parte do tempo. Steven Hyman, advogado da passageira, afirmou que a Flórida recusou-se a atender às exigências apresentadas pela administração. O advogado afirmou ainda que a ordem assinada por Kennedy para manter Perryman em Omaha "contraria frontalmente as conclusões do revisor médico". Passageira compara instalação a uma prisão Sobre as condições na instalação de quarentena, Perryman relatou que funcionários medem sua temperatura duas vezes por dia, que ela recebe comida quando solicita e que pode pedir acesso a uma área localizada no terraço. Segundo a passageira, esse acesso ocorre por cerca de uma hora por dia, período durante o qual ela permanece sob vigilância de guardas armados. — Eles são educados e não estão usando violência física contra mim, mas, fora isso, isto é uma prisão — declarou Perryman.
Passageira de cruzeiro diz ser mantida em quarentena contra a própria vontade nos EUA após exposição ao hantavírus: 'É uma prisão'
Secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr. determinou permanência em instalação de Nebraska, apesar de recomendação do CDC para isolamento domiciliar







