O órgão da Aeronáutica responsável pela investigação da falha no lançamento do foguete sul-coreano Hanbit-Nano no Maranhão apresentou na última sexta-feira (12) seu relatório final, determinando a causa do incidente, uma falha de anéis de vedação da câmara de combustível do primeiro estágio, e indicando medidas corretivas.

O documento de 92 páginas do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) é exaustivo (no bom sentido) e didático, cobrindo todos os aspectos da Operação Spaceward, promovida conjuntamente pela FAB (Força Aérea Brasileira) e pela empresa sul-coreana Innospace no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) para realizar aquele que poderia ter sido o primeiro lançamento de satélites feito a partir do território brasileiro, na noite de 22 de dezembro de 2025.

Na ocasião, tudo que se viu foi o foguete de dois estágios decolar a partir da plataforma e, após pouco mais de 30 segundos de voo, experimentar uma anomalia que o levaria a cair de volta ao solo, em um fim de missão prematuro e explosivo.

Os dados de telemetria permitiram reconstruir todas as etapas do voo malogrado, que envolveu, 33,42 segundos depois do lançamento, a ruptura da câmara de combustão do primeiro estágio, "com a perda imediata da integridade estrutural, interrupção da propulsão e fragmentação do veículo em quatro partes distinguíveis".