A Microsoft foi processada por acionistas que acusam a empresa de tê-los fraudado e inflado o preço de suas ações ao não divulgar a desaceleração do crescimento de seu negócio de computação em nuvem Azure e a necessidade de gastar bilhões de dólares em infraestrutura de inteligência artificial. A proposta de ação coletiva, liderada por um fundo de pensão de Michigan, foi apresentada em um tribunal federal de Seattle na sexta-feira (12), após as ações da Microsoft caírem 10% em 29 de janeiro, em resposta ao relatório trimestral divulgado um dia antes. Cerca de US$ 357 bilhões em valor de mercado foram eliminados, e as ações da Microsoft registraram sua maior queda em um único dia em quase seis anos. A Microsoft não respondeu imediatamente, na segunda-feira (15), aos pedidos de comentário. Para seu segundo trimestre fiscal encerrado em dezembro, a Microsoft reportou crescimento de 39% na receita de seu negócio Azure e outros serviços de nuvem, em linha com as previsões de analistas, mas abaixo dos 40% do trimestre anterior, e projetou crescimento de 37% a 38% nos primeiros três meses de 2026. A Microsoft também reportou US$ 37,5 bilhões em gastos de capital em seu segundo trimestre, alta de quase 66% em relação ao ano anterior e acima dos US$ 34,3 bilhões projetados por analistas. A ação judicial afirma que a Microsoft atribuiu o crescimento mais lento do Azure e os maiores gastos a restrições de capacidade, já que desviou recursos para pesquisa e desenvolvimento relacionados à IA e para seu chatbot Copilot, cujos rivais incluem o Gemini, do Google, e o ChatGPT, da OpenAI. A Microsoft, com sede em Redmond, Washington, é uma grande investidora da OpenAI. A ação é liderada pelo sistema de aposentadoria da polícia e dos bombeiros da cidade de St. Clair Shores, em Michigan. Os réus incluem vários executivos da Microsoft, incluindo o diretor-presidente, Satya Nadella, e a diretora financeira, Amy Hood. O período proposto da ação coletiva vai de 1º de maio de 2025 a 28 de janeiro de 2026. É comum que acionistas processem empresas por suposta fraude em valores mobiliários após quedas inesperadas no preço das ações.
Microsoft é processada por acionistas em razão de gastos, negócios em nuvem e IA
Réus incluem vários executivos da Microsoft, como o diretor-presidente, Satya Nadella, e a diretora financeira, Amy Hood











