A China está se preparando para o lançamento comercial de um programa de moeda digital que pode remodelar as transações internacionais, reduzir a dependência do dólar e aproximar Pequim de seus parceiros comerciais da "Nova Rota da Seda".
A plataforma liderada por Pequim, conhecida como mBridge, conta com o respaldo dos bancos centrais da China continental, Hong Kong, Tailândia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. Uma entidade sediada em Hong Kong será criada para supervisionar as operações, disseram pessoas familiarizadas com o assunto.
Elas não revelaram a data exata do lançamento comercial, mas afirmaram que os preparativos estão avançados e que as taxas serão metade das cobradas pelos sistemas de pagamento internacionais convencionais. Espera-se que pequenas empresas que consideram os sistemas de pagamento internacionais, como o Swift, caros e difíceis de usar, adotem o mBridge, disseram.
O esforço da China para ampliar o uso global de sua moeda foi impulsionado pela guerra no Irã, com a adoção do sistema mais convencional de compensação e pagamentos transfronteiriços em renminbi de Pequim (Cips) —sua versão do Swift— disparando desde que o conflito eclodiu. A plataforma mBridge é um sistema separado e complementar, projetado para fortalecer o uso do renminbi digital.









