PUBLICIDADE País foi às urnas neste domingo votar sobre iniciativa popular anti-imigração apresentada pela direita radical, que pretendia limitar a população do país a 10 milhões de pessoas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Um homem passa por cartazes eleitorais com os dizeres “Não a uma Suíça de 10 milhões” (à esquerda) e “Proteja a Suíça”, enquanto os suíços votam sobre uma proposta divisiva anti-imigração para limitar a população do país e outro referendo sobre restringir o acesso à objeção de consciência ao serviço militar, em Aarberg — Foto: STEFAN WERMUTH / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 14/06/2026 - 13:11 Suíços rejeitam limite populacional de 10 milhões, dizem projeções Os suíços votaram contra a iniciativa da direita radical que propunha limitar a população a 10 milhões, segundo projeções do gsf.bern. Com 55% de rejeição, a medida, que poderia afetar relações com a UE, não prosperou. O governo e entidades contrárias argumentavam que a proposta comprometeria laços econômicos. No mesmo dia, foi aprovado o endurecimento no acesso ao serviço civil, em meio a tensões geopolíticas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Os suíços rejeitaram a iniciativa popular anti-imigração apresentada pela direita radical que pretendia limitar a população do país, segundo as projeções do instituto de pesquisas gsf.bern. A votação, que se anunciava muito acirrada, deve terminar com a vitória do "Não" com 55%, segundo a projeção do gsf.bern publicada 30 minutos após o fechamento das zonas eleitorais. — Estamos muito aliviados e felizes. É um resultado importante para o nosso país e para as nossas relações com a UE — declarou a diretora da organização patronal Economiesuisse, Monika Rühl, ao canal público RTS. O governo, o Parlamento, os principais partidos políticos, os sindicatos e entidades patronais eram contrários à medida. Em caso de aprovação, a medida poderia comprometer as relações entre a Suíça e a União Europeia, sua principal parceira comercial, com a qual mantém laços econômicos estreitos apesar de não ser integrante do bloco. O texto, apresentado pela União Democrática do Centro (UDC, direita radical), o principal partido do país, pretendia limitar a imigração para evitar que a população permanente supere 10 milhões de pessoas até 2050. Na Suíça, os estrangeiros representam mais de 25% da população. Acesso ao serviço civil Segundo os promotores do texto, a iniciativa deveria evitar a escassez de moradias, o aumento dos aluguéis, a urbanização fora de controle, os engarrafamentos, os trens lotados, o aumento da criminalidade, o sistema de saúde no limite e a baixa qualidade do ensino. Em outro referendo, os suíços aprovaram, segundo as primeiras estimativas, a proposta de lei para endurecer o acesso ao serviço civil, em um cenário em que a guerra na Ucrânia e as tensões geopolíticas levam diversos países a reforçar seus exércitos.