"É nossa opinião profissional, baseada em avaliações anteriores e contínuas, que o estado mental de Donald Trump se deteriorou ainda mais desde nossa declaração de 2024", começa a carta que um grupo de médicos e pesquisadores da área da saúde entregou ao Congresso dos Estados Unidos em 30 de abril deste ano.

Os profissionais afirmam que têm o dever ético de "alertar para o fato de que o presidente dos EUA representa um perigo crescente para a população". O documento foi assinado por psiquiatras, neurologistas, psicólogos e especialistas em saúde pública e mental ligados a universidades prestigiadas, como Harvard, Columbia e George Washington.

O texto é mais um capítulo de uma longa discussão nos EUA que abrange não apenas a capacidade de governo de Donald Trump, presidente que completa 80 anos neste domingo (14), mas também a idade dos líderes do país como um todo.

Não é de agora que setores da sociedade americana questionam a saúde mental de Trump. Em 2024, um coletivo autodenominado o "Anti-Psychopath Political Action Committee", ou "comitê de ação política anti-psicopata", publicou uma carta aberta no jornal The New York Times.

O texto dizia que o então candidato à Presidência mostrava sintomas de "um transtorno de personalidade grave e intratável —o narcisismo maligno". O republicano seria "manifestamente inapto para exercer a liderança", afirmava o anúncio de página inteira assinado por 200 médicos.