A estreia do Brasil na Copa do Mundo 2026 contra Marrocos, neste sábado (11), em Nova Jersey, está entre as partidas que tiveram mais ingressos vendidos antecipadamente na competição, com 75 mil entradas. Fica atrás apenas da final do torneio e do jogo entre México x África do Sul, que abriu a competição nesta quinta-feira (11), no Estádio Azteca, renomeado para a Copa para Estádio Cidade do México, com 80.824 torcedores. Além dos três confrontos citados acima, estão entre os jogos com ingressos mais vendidos: Colômbia x Portugal (Miami), Brasil x Escócia (Miami), México x Coreia do Sul (Guadalajara) e Equador x Alemanha (Estádio de Nova York/Nova Jersey). “O futebol continua sendo o grande atrativo, mas a experiência ao redor do evento se tornou um fator decisivo para muitos fãs”, afirma Léo Rizzo, CEO da Soccer Hospitality, empresa especializada em ambientes premiums, que possui camarotes em dez estádios brasileiros. "O futebol deixou de competir apenas pela atenção do torcedor e passou a disputar espaço dentro da indústria do entretenimento. Quem vai ao estádio hoje busca emoção, conveniência, conforto e experiências memoráveis", explica Robson Carlo, sócio-fundador da FutebolCard, plataforma líder em gestão de venda de ingressos em arenas esportivas. Também chama a atenção o bom número de ingressos vendidos em jogos de países sul-americanos; além do Brasil, aparecem no Top-10 os duelos de Equador e Colômbia. A venda para as partidas da Argentina também foi significativa. "No Mundial de 2026, assim como acontece sempre, não será diferente, e a presença de fortes comunidades latinas nos locais da Copa também fazem com que a procura pelo torcedor seja maior, como tem se comprovado", afirma Tironi Paz Ortiz, CEO da Imply, empresa que é líder no fornecimento de tecnologias para clubes, arenas e estádios de futebol na América do Sul. “Futebol, aqui, é identidade cultural, pertencimento e investimento emocional de longo prazo. O torcedor sul-americano atravessa fronteiras e transforma a Copa em prioridade financeira, porque assistir a Seleção no Mundial é viver um ativo simbólico que não se repete", aponta Bruno Brum, CMO da Agência End to End, empresa que conecta o torcedor à sua paixão e é um hub de soluções e engajamento para o mercado esportivo. Torcedores do Brasil nas arquibancadas antes de amistoso da Seleção — Foto: Ken Blaze/Reuters