Um estudo de larga escala, baseado em dados genéticos de quase 700 mil pessoas de ascendência europeia, identificou o maior número de associações genéticas relacionadas à ansiedade já encontrado até hoje, lançando luz sobre os mecanismos biológicos subjacentes a esse transtorno.
Os resultados desse estudo internacional, codirigido por pesquisadores do King's College de Londres e do instituto de pesquisa médica QIMR Berghofer, foram publicados na revista Nature Human Behaviour na terça-feira (9).
Normalmente, a pesquisa clínica classifica os pacientes de acordo com o diagnóstico —aqueles que têm o transtorno e aqueles que não têm. No entanto, este estudo apresenta a ansiedade não como um estado fixo, e sim como um espectro que vai desde a resposta natural do organismo ao estresse diário até transtornos crônicos e debilitantes.
Os autores explicam que, embora os transtornos de ansiedade estejam aumentando drasticamente em nível global e sejam uma das condições de saúde mental mais prevalentes do mundo, o estudo das bases genéticas da ansiedade historicamente ficou atrás de outros transtornos psiquiátricos, como a esquizofrenia e o transtorno bipolar.
Um estudo genético










