Frantzdy Pierrot, principal referência ofensiva do Haiti, estudou criminologia nos Estados Unidos e pretende seguir carreira policial após pendurar as chuteiras 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Frantzdy Pierrot — Foto: Reprodução/Redes Sociais RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 13/06/2026 - 07:34 Frantzdy Pierrot: De Atacante do Haiti a Futuro Agente do FBI Frantzdy Pierrot, atacante do Haiti e adversário do Brasil na Copa de 2026, planeja ser agente do FBI após a aposentadoria do futebol. Formado em criminologia nos EUA, Pierrot sempre sonhou em proteger pessoas, inspirado por dificuldades enfrentadas no Haiti. Sua trajetória única destaca a transformação pela educação e esporte, com planos de seguir na investigação criminal após pendurar as chuteiras. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Entre estrelas milionárias, jogadores de grandes clubes europeus e jovens promessas avaliadas em dezenas de milhões de euros, a Copa do Mundo de 2026 também reúne histórias improváveis. Poucas são tão diferentes quanto a de Frantzdy Pierrot, atacante do Haiti que sonha em trocar os gramados por uma carreira no FBI quando encerrar a vida como jogador. Aos 31 anos, o centroavante é uma das principais referências da seleção haitiana, adversária do Brasil no Grupo C. Mas sua trajetória poderia ter seguido um caminho completamente diferente. Muito antes de disputar uma Copa do Mundo, Pierrot imaginava seu futuro investigando crimes nos Estados Unidos. — Quero proteger as pessoas. É isso que pretendo fazer quando minha carreira terminar — afirmou em entrevista ao jornal francês Ouest-France. Nascido em Cap-Haïtien, segunda maior cidade do Haiti, Pierrot cresceu em um ambiente marcado por dificuldades econômicas. As primeiras partidas de futebol foram disputadas nas ruas, utilizando bolas improvisadas feitas com meias e roupas velhas. — Colocávamos roupas dentro das meias e aquilo virava uma bola. Era tudo o que precisávamos para jogar — relembrou. Naquela época, o futebol estava longe de ser prioridade. — No Haiti, às vezes é difícil encontrar trabalho, comida, escola e até eletricidade. Meu foco era estudar. O incentivo vinha principalmente do pai, professor, que acreditava na educação como principal ferramenta de transformação social. A vida da família mudou quando o pai se mudou sozinho para os Estados Unidos em busca de melhores condições financeiras. Depois de anos trabalhando em diferentes funções, incluindo a de motorista de ônibus, ele conseguiu reunir recursos para levar a esposa e os quatro filhos para Boston. Pierrot tinha apenas 12 anos. A adaptação não foi simples. — Eu não falava inglês e precisei deixar todos os meus amigos para trás. Mas sabíamos que era uma oportunidade para construir um futuro melhor. Foi justamente nos Estados Unidos que o futebol ganhou uma nova dimensão em sua vida. Mais do que paixão, o esporte se transformou em uma ferramenta para custear os estudos. Graças ao desempenho nos campos, Pierrot conquistou uma bolsa para estudar na prestigiada Northeastern University, em Boston, uma das universidades mais reconhecidas do país. Enquanto construía sua carreira esportiva, também se dedicava à formação acadêmica. A escolha do curso não deixou dúvidas sobre seus interesses. Pierrot se graduou em criminologia, área voltada ao estudo das causas da criminalidade, prevenção de delitos e funcionamento dos sistemas de segurança pública. Segundo ele, a fascinação pela profissão surgiu ainda na infância. — Desde os sete anos eu dizia ao meu pai que queria ser agente do FBI. O plano continua vivo. Quando decidir se aposentar dos gramados, o atacante pretende voltar aos Estados Unidos e ingressar em uma academia de polícia para seguir carreira na área de investigação criminal.