Tenso antes da estreia, atacante ainda não chegou perto dos feitos de outros protagonistas ao completarem esta marca 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Vinicius Jr. durante treino da seleção, que estreia na Copa neste sábado — Foto: Rafael Ribeiro/CBF RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 12/06/2026 - 23:23 Vinicius Jr. Alcança 50 Jogos na Seleção: Desafios e Comparações Vinicius Junior completa 50 jogos pela seleção brasileira, mas ainda está longe dos números de estrelas como Neymar e Romário. Conhecido pelo “futebol alegre”, Vini Jr. enfrenta pressão para ser protagonista, com apenas nove gols marcados. Comparações com Pelé e outros mostram o longo caminho a percorrer. Ele expressa desejo de levar o Brasil ao topo, enquanto a ausência de Neymar alivia a cobrança sobre ele. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Conhecido pela alegria, pelas danças e pelo chamado “futebol alegre”, Vinicius Junior era o oposto disso ao entrar para a entrevista coletiva na véspera da estreia do Brasil na Copa. Sério na maior parte do tempo, exalou tensão. O sorriso só apareceu na última pergunta, quando um dos jornalistas perguntou por ela. — Amanhã (hoje) a tensão sai. É pela ansiedade de representar nosso país. A alegria está dentro de nós e pode vir para fora amanhã na Copa — respondeu, com um ar um pouco mais leve, mas muito longe de lembrar o do Vini que baila nos gramados da Espanha. Bola de Cristal aponta caminho do Brasil rumo ao hexa: confira as chances em cada fase da Copa do Mundo Não é difícil de saber a origem desta tensão. É a de quem carrega o peso de três anos e meio sendo cobrado a assumir o protagonismo da seleção. Coadjuvante no primeiro Mundial, em 2022, Vini chega aos Estados Unidos com outro status. É bicampeão da Champions, divide os holofotes do Real Madrid com Kylian Mbappé e já foi eleito melhor do mundo na premiação da Fifa. Feitos que não são apenas credenciais, mas também jogam pressão por desempenho com a Amarelinha, já vestida por ele tantas vezes. Mais especificamente, 49. 50 jogos do Vini Jr. — Foto: Editoria de Arte Apenas nove gols Estrear na Copa no jogo de número 50 pelo Brasil é simbólico. Representa o tamanho do desafio que o atacante terá neste Mundial: é a hora de deslanchar pela seleção. O marco a ser atingido hoje, contra o Marrocos, joga luz na performance do camisa 7 até aqui. Em 49 jogos, foram nove gols e nenhum título conquistado. Um número de bolas na rede muito baixo para um atacante. E, mais ainda, para um do qual se espera protagonismo. A comparação com outros jogadores da posição que atingiram o status ajuda a entender a cobrança da torcida. Pelé chegou aos 50 jogos com 46 gols. Embora haja muita polêmica em torno de suas estatísticas, seu tamanho a esta altura é inegável: ele já havia conquistado duas Copas do Mundo (1958 e 1962). Se comparar com o Rei do Futebol pode soar injusto com Vini, os feitos de outros que lideraram a seleção em décadas seguintes mostram um caminho longo ainda a ser percorrido. Pelo histórico de desentendimentos com treinadores, Romário levou mais de 10 anos para chegar aos 50 jogos pelo Brasil. Chegou com 31 gols e uma série de títulos. Entre eles, o da Copa de 1994, da qual foi o grande destaque. — No futebol, a gente fala através dos números. No Real Madrid, ele é protagonista. Mas, quando veste a camisa da seleção, ele é outro Vini Jr. Vai fazer 50 jogos e não tem nem dez gols. Então, não dá para esperar muita coisa — comentou o próprio Romário em entrevista ao jornal Extra no mês passado: — Tomara que ele reverta o que vem acontecendo até agora e que, quando bote a camisa amarela, aquela por*** não pese muito nele. Porque a gente está precisando dele. Ronaldo Fenômeno também chegou aos 50 jogos com uma Copa do Mundo. Mas a de 1994, na qual foi menos do que um coadjuvante no grupo. Bateu na trave em 1998, mas já era o grande nome da seleção, com 34 gols. Títulos não se conquistam sozinhos, é importante ressaltar. Após 50 jogos, Neymar já tinha a única taça que levantou até hoje pela seleção principal: a da Copa das Confederações de 2013. Mas, com 33 gols e apenas 22 anos (o mais precoce a atingir esta marca), já ocupava a liderança. Por sinal, se ainda há dúvidas sobre o quanto Neymar conseguirá entregar em campo nos Estados Unidos, ao menos um feito ele já conseguiu. Com sua convocação, os holofotes — e consequentemente a cobrança — sobre Vinicius diminuíram consideravelmente. A própria ausência do camisa 10, que segue tratando sua lesão na panturrilha direita, é mais comentada do que os treinos do atacante do Real. — O Neymar, a gente deseja que volte o quanto antes. Todos os movimentos que aprendi foram vendo ele. Em campo, tudo o que eu fiz foi para tentar imitá-lo. Ele sempre me dá conselhos. Espero tê-lo perto — afirmou Vini. 'Levar o Brasil ao topo' Nem todas as comparações são tão cruéis. Quando completou 50 jogos pela Argentina, Lionel Messi passava pelo mesmo. Tinha 13 gols marcados e duas participações apagadas em Copas do Mundo. Sem ter passado pelo futebol do país, já que foi revelado no Barcelona, tinha uma relação difícil com os torcedores. Hoje, seu lugar no coração de todos é incontestável. — Não estou aqui para ser o melhor jogador da competição. Estou para fazer o Brasil voltar ao topo — disse o atacante brasileiro. O único protagonismo do qual Vini não pode ser acusado de não exercer é o das discussões extracampo. Ao ser perguntado sobre as polêmicas envolvendo a organização da Copa pelos EUA, o brasileiro não fugiu de chutar a bola. — Esperemos que todos possam entrar aqui e vir torcer normalmente. O futebol é para todos.
Vini Jr. chega a 50 jogos pela seleção como referência, mas longe de números de Neymar, Romário e cia
Tenso antes da estreia, atacante ainda não chegou perto dos feitos de outros protagonistas ao completarem esta marca












