Jibril Rajoub recebeu autorização apenas do México, país onde esteva para acompanhar a abertura do Mundial. Estados Unidos e Canadá não permitiram a entrada, apesar de solicitação prévia 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Jibril Rajoub (à direita) durante a partida beneficente realizada no Estádio Diego Armando Maradona, na cidade italiana de Nápoles, com astros e ex-jogadores da seleção palestina entre os participantes — Foto: Reprodução / Instagram / @jibril.rajoub RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 12/06/2026 - 17:41 Jibril Rajoub Critica Recusa de Visto para Copa de 2026 sob Pressão Israelense Jibril Rajoub, presidente da Federação Palestina de Futebol, não conseguiu visto para os EUA e Canadá para a Copa do Mundo de 2026, apesar de ter participado da abertura no México. Ele criticou a decisão e alegou pressão israelense. A Palestina contesta a participação de clubes israelenses na Cisjordânia, considerada ilegal. Rajoub informou a FIFA, que não controla vistos, sobre a situação. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente da Federação Palestina de Futebol, Jibril Rajoub, afirmou à AFP nesta sexta-feira que não obteve visto de entrada nem para os Estados Unidos nem para o Canadá para participar dos eventos da Copa do Mundo de 2026. Rajoub explicou que esteve presente na quinta-feira na cerimônia de abertura realizada na Cidade do México, organizada antes da partida inaugural entre México e África do Sul. — Não me concederam o visto para os Estados Unidos depois que fiz o pedido em Amã. O comportamento deles é ridículo — declarou o dirigente palestino em entrevista por telefone à AFP. — Atualmente estou no México, vou assistir a uma partida da Tunísia (em 14 de junho, em Monterrey, contra a Suécia) e depois retornarei (aos Territórios Palestinos) — acrescentou. Em abril, Rajoub participou do congresso da FIFA em Vancouver, onde se recusou a participar de uma foto oficial ao lado de um representante da federação israelense, a convite do presidente da entidade, Gianni Infantino. A Federação Palestina apresentou recurso ao Tribunal Arbitral do Esporte contra a decisão da FIFA de não impor sanções a Israel devido à participação de clubes localizados na Cisjordânia em competições supervisionadas pela Federação Israelense de Futebol. Há anos, a Federação Palestina sustenta que clubes estabelecidos em assentamentos da Cisjordânia não deveriam disputar torneios organizados pela federação israelense. Os assentamentos israelenses instalados na Cisjordânia, território ocupado por Israel desde 1967, são considerados ilegais pelo direito internacional. Em 2024, especialistas das Nações Unidas informaram ter identificado ao menos oito clubes que atuam em “assentamentos israelenses” e pediram que a FIFA “assumisse suas responsabilidades em matéria de respeito aos direitos humanos”. Ordem de demolição de Israel ameaça campo de futebol em Belém 1 de 10 Ordem de demolição de Israel ameaça campo de futebol em Belém — Foto: John Wessels/AFP 2 de 10 No início de dezembro, quando as crianças chegaram para jogar, encontraram um bilhete do exército israelense na entrada do campo — Foto: John Wessels/AFP X de 10 Publicidade 10 fotos 3 de 10 Israel ocupa a Cisjordânia desde 1967, onde frequentemente destrói casas e infraestrutura palestinas — Foto: John Wessels/AFP 4 de 10 Órgão do Ministério da Defesa israelense responsável por assuntos civis palestinos afirma que o acampamento foi construído sem autorização — Foto: John Wessels/AFP X de 10 Publicidade 5 de 10 Anton Salman, prefeito da cidade vizinha de Belém na época da construção do acampamento em 2021, confirmou à AFP que a construção foi legal — Foto: John Wessels/AFP 6 de 10 Município arrendou o terreno às autoridades da Igreja Armênia, a quem pertence, antes de permitir que o comitê popular do acampamento de Aida o administrasse em benefício dos moradores — Foto: John Wessels/AFP X de 10 Publicidade 7 de 10 Assim como outros campos de refugiados palestinos, Aida foi construído para abrigar algumas das centenas de milhares de pessoas que fugiram de suas casas ou foram forçadas a sair durante a criação de Israel em 1948 — Foto: John Wessels/AFP 8 de 10 Com o tempo, as tendas deram lugar a edifícios de concreto, que aumentaram em número à medida que a população crescia, e o campo de futebol tornou-se um dos poucos espaços abertos no campo densamente povoado — Foto: John Wessels/AFP X de 10 Publicidade 9 de 10 Equipes esportivas juvenis reveladas ali puderam viajar para o exterior para jogar, uma fuga bem-vinda do ambiente restritivo da Cisjordânia — Foto: John Wessels/AFP 10 de 10 A mobilidade restrita é um grande problema para a maioria dos atletas palestinos, pois impede que atletas de níveis de habilidade semelhantes, de diferentes cidades, treinem juntos — Foto: John Wessels/AFP X de 10 Publicidade Israel frequentemente destrói infraestruturas palestinas na Cisjordânia FIFA não controla os vistos Rajoub afirmou que também não conseguiu visto para entrar no Canadá, país que divide a organização da Copa do Mundo de 2026. — Alguns setores não querem que critiquemos Israel — afirmou, alegando, sem apresentar provas, que “os israelenses” exerceram pressão. O dirigente disse ainda ter informado a FIFA sobre a situação. A rígida política migratória do presidente Donald Trump tem causado dificuldades de entrada nos Estados Unidos para cidadãos de determinados países e já afetou participantes ligados à Copa do Mundo. O árbitro somali Omar Artan, por exemplo, teve a entrada negada apesar de possuir visto válido. Na véspera da abertura do Mundial, na Cidade do México, Infantino classificou o caso de Artan como “lamentável”, mas lembrou que a FIFA não tem controle sobre a emissão de vistos para a competição. As autoridades americanas também negaram vistos a integrantes iranianos ligados à seleção nacional, além de torcedores do Senegal e da Costa do Marfim. Já o Canadá recusou a entrada do jogador ganês Thomas Partey, que será julgado no próximo ano na Grã-Bretanha por acusações de estupro e agressão sexual.
Presidente da Federação Palestina de Futebol não consegue visto para a Copa do Mundo: 'comportamento deles é ridículo'
Jibril Rajoub recebeu autorização apenas do México, país onde esteva para acompanhar a abertura do Mundial. Estados Unidos e Canadá não permitiram a entrada, apesar de solicitação prévia











