A atriz britânica Helen Mirren comentou pela primeira vez um vídeo que voltou a circular nas redes sociais e mostra o momento em que foi hostilizada nas ruas de Londres por suas posições sobre Israel. Nas imagens, gravadas enquanto caminhava ao lado do marido, o diretor Taylor Hackford, um homem a aborda e profere insultos.

Em entrevista concedida durante o Festival de Cinema de Taormina, na Itália, Mirren afirmou acreditar que foi atacada "por engano" por alguém que estaria "excessivamente apaixonado" pela causa ou que não parecia emocionalmente estável. A atriz reiterou seu apoio à existência do Estado de Israel, mas fez críticas à atuação do país na Faixa de Gaza.

Segundo ela, os ataques israelenses levantam questões sobre a repetição de violências históricas contra outros povos. "Crimes contra a humanidade, é assim que se chama", afirmou. Mirren também disse enxergar o crescimento de forças radicais em diversas partes do mundo, inclusive dentro de Israel.

A vencedora do Oscar, que interpretou a ex-primeira-ministra israelense Golda Meir em uma cinebiografia lançada em 2023, já havia manifestado apoio ao país em outras ocasiões. Ao mesmo tempo, declarou que se identificaria com os protestos realizados contra o governo do premiê Binyamin Netanyahu. Para a atriz, o Holocausto tornou a criação de Israel um marco histórico necessário, embora reconheça controvérsias sobre a forma como esse processo ocorreu.