A advogada Florence Rosa anunciou nesta quinta-feira (11) que deixou a defesa de Monique Medeiros.

Em nota, ela disse que tomou a decisão por discordar da nova estratégia da equipe após a entrada de um novo profissional. Além disso, afirmou à reportagem que vem recebendo ameaças nas redes sociais. Desde o fim do julgamento do caso Henry Borel, no dia 4.

Esses ataques virtuais, segundo ela, também foram feitos a seus familiares e a seu filho, que é uma criança. Por isso, ela deixou temporariamente o estado do Rio de Janeiro. A Folha procurou a seccional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), mas a entidade ainda não respondeu.

Monique foi inicialmente denunciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por homicídio doloso (com intenção) no caso da morte de Henry, seu filho. O Tribunal do Júri, no entanto, entendeu que se tratava de um caso de homicídio culposo. O entendimento fez com que o julgamento coubesse à juíza Elizabeth Machado Louro, uma vez que os jurados só analisam crimes dolosos contra a vida.

Ao final, a magistrada concedeu a Monique o chamado perdão judicial —um instrumento previsto na legislação aos casos em que "as consequências da infração atingem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária".