Autoridades na cidade de Herat, no oeste do Afeganistão, prenderam pelo menos 30 mulheres, acusando-as de violar as regras de vestimenta impostas pelo Talibã, informou nesta quinta-feira (11) a agência da ONU para os direitos das mulheres.
A declaração veio após a repressão a protestos contra as prisões no distrito de Injil, em Herat, na terça-feira (9).
De acordo com a organização, pelo menos duas pessoas, incluindo um menino, foram mortas e mais de 20 ficaram feridas após disparos durante as manifestações, que reuniram dezenas de homens contra a detenção de mulheres por não usarem o chador ou a burca, vestimentas que cobrem completamente o corpo.
"As prisões aumentaram o medo e a apreensão entre mulheres e meninas em todo o Afeganistão", disse a ONU Mulheres, acrescentando que muitas das mulheres já haviam sido liberadas.
Autoridades da polícia moral do Talibã, o Departamento para a Promoção da Virtude e Prevenção do Vício, detiveram algumas mulheres nos dias anteriores aos protestos por supostamente não cumprirem as regras do hijab.










