Para estrelar O Diabo Veste Prada 2, Meryl Streep recebeu 12,5 milhões de dólares. Vinte anos atrás, ao ser convidada para protagonizar O Diabo Veste Prada (2006), o cachê proposto inicialmente foi de 2 milhões de dólares. Ela só aceitou o papel quando os produtores dobraram o valor oferecido.

À época, ela disse: “Tenho 56 anos – levei todo esse tempo para entender que eu era capaz! Eu tinha certeza de que seria um sucesso. E eles precisavam de mim, eu sabia. E eu queria fazer isso, mas, se eles não quisessem, tudo bem. Porque eu sou velha – estava pronta para me aposentar”.

Na continuação, em cartaz nos cinemas brasileiros, a atriz se destaca não apenas pela sagacidade que empresta à personagem – inspirada na ex-editora da Vogue norte-americana Anna Wintour –, mas por ser uma mulher de mais de 70 anos em um grande papel de um ­blockbuster hollywoodiano.

“Muitas vezes, as mulheres com mais de 50 anos, eu diria, desaparecem no anonimato. Seus interesses e opiniões são menos valorizados em nossa cultura”, afirmou a atriz recentemente em vídeo divulgado pela Associated Press.

No filme, a personagem de Meryl ­Streep é uma editora que está vendo seu poder diminuir com o enfraquecimento da versão impressa da revista em que fez história. A personagem não cede a opressões e, ao mesmo tempo, faz jogos e conchavos para manter sua posição de destaque.