Em palestra no Web Summit Rio, Christian Rôças abordou o papel da comunidade para além das questões de audiência e amplificação 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Christian Rôças, head de Comunidades, Influenciadores e Talentos da OpenAi na América Latina, durante palestra no Rio Web Summit — Foto: Lucas Tavares/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 11/06/2026 - 16:32 OpenAI se aproxima de 1 bilhão de usuários semanais, diz executivo no Web Summit Rio 2026 Em palestra no Web Summit Rio 2026, Christian Rôças, da OpenAI, destacou que a empresa está prestes a atingir 1 bilhão de usuários ativos semanais. Ele enfatizou a importância das comunidades na amplificação e adoção de tecnologias, comparando a trajetória da inteligência artificial com a de livros e internet. Rôças apontou a relevância dos gestores de comunidades e diferenciou criadores de conteúdo de influenciadores. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Dona do ChatGPT, a OpenAI deve alcançar a marca de 1 bilhão de usuários ativos por semana em breve, segundo o head de Comunidades, Influenciadores e Talentos da empresa na América Latina, Christian Rôças. A declaração foi feita durante uma palestra no Web Summit Rio 2026, que abordou o papel da comunidade para além das questões de audiência e amplificação. — A OpenAI é uma das plataformas de tecnologia que chegou mais rápido aos 10 milhões de usuários dentro do país, né, e no mundo todo. Além disso, ela já foi a que alcançou 100 milhões de usuários mais rápido e já já a gente vai comemorar um bilhão de usuários ativos por semana rapidamente. É muita gente, né? A gente, de novo, fica com aquela sensação de que estamos muito acelerados e a gente tá mesmo, é natural que aconteça — disse. Após citar os números da OpenAI, Rôças ressaltou que, embora a tecnologia transforme a forma de organização da sociedade, é a comunidade a responsável por fazer com que o futuro aconteça. Segundo ele, comunidades são grupos que constroem vínculos, mantêm uma relação contínua e promovem trocas entre seus membros. — Se a gente não entende a nossa comunidade, se a gente não escuta a comunidade, se a gente não escuta as pessoas que usam daquilo do dia a dia, a gente fica para trás. Rôças explicou que, ao longo da história, transformações tecnológicas ganharam escala quando as pessoas passaram a entendê-las e incorporá-las ao dia a dia. Foi assim com os livros, que democratizaram o acesso ao conhecimento antes restrito a poucos; com a fotografia, que enfrentou resistência e desinformação antes de se tornar parte da vida cotidiana; e com a internet, que também gerou receios antes de se tornar indispensável. Agora, a inteligência artificial segue um caminho semelhante. Segundo ele, para que seu potencial seja plenamente aproveitado, é fundamental ouvir as comunidades e aprender com quem já utiliza a tecnologia na prática. — É muito melhor hoje em dia uma empresa como o ChatGPT chegar em qualquer lugar que ela chegue, sem ela dizer como fazer, é melhor ela ensinar para algumas pessoas, trabalhar com algumas pessoas e essas pessoas, depois que têm elos de confiança com as suas próprias comunidades, que elas digam adiante como fazer. Eu dizer que eu sou muito legal é fácil, né? Minha mãe diz que eu sou super bonito. Minha mãe, né? Eu quero que outra pessoa diga e não eu, que aí o Roger disse que eu sou bonito, já vou acreditar um pouco mais. Segundo Rôças, muito se fala sobre as profissões que vão desaparecer e as novas ocupações que estão surgindo. Entre elas, destacou a necessidade de profissionais dedicados à gestão e ao cuidado das comunidades. Além disso, ele refletiu sobre o papel dos criadores de conteúdo. — Hoje, na OpenAI na América Latina, eu tenho o prazer de liderar um grupo que cuida das relações com comunidades, com talentos, com criadores de conteúdo, com influenciadores em geral. E não é a mesma coisa. Uma pessoa que é produtora de conteúdo, criadora de conteúdo, ela pode ser uma influenciadora, mas uma influenciadora pode não ser uma produtora de conteúdo e tá tudo certo. Há um problema de semântica acontecendo. Uma pessoa que é um talento, um artista, um atleta, pode ser um influenciador, mas não necessariamente é um produtor de conteúdo. Não precisa botar todo mundo na mesma sacola e achar que tá todo mundo fazendo a mesma coisa — refletiu. A cobertura do Web Summit Rio 2026 na Editora Globo é apresentada pelo Itaú.