É a décima edição de um festival que tem nome de onomatopeia: a tanoaria Josafer, em Esmoriz, abre de novo as suas portas para receber o Tan Tan Tann – Festival de Artes Performativas Contemporâneas. Nas noites de sexta-feira e sábado, a música vai fazer-se ouvir entre tábuas de madeira, aduelas, aros metálicos e pipas de vários tamanhos – e entre paredes escuras que guardam memórias daquela que é a última tanoaria aberta a visitas nesta cidade do concelho de Ovar.A operar desde 1962, a Josafer é uma empresa familiar fundada pelo avô de Sandra Fernandes, que hoje lidera, com o pai e o irmão, a tanoaria onde trabalham 16 pessoas. Desde 2017, é também casa e palco do Tan Tan Tann, um festival que mescla as artes performativas com a arte da tanoaria – uma actividade com muita tradição no concelho de Ovar e da qual, aliás, Esmoriz se reclama “a capital portuguesa”, embora actualmente apenas duas unidades se mantenham em actividade.“O Tan Tan Tann nasceu do batimento ritmado dos martelos sobre a madeira e os aros de ferro, do gesto antigo da tanoaria, do pulsar de um ofício que faz parte da história e da alma de Esmoriz. É dessa onomatopeia, profundamente enraizada num território e num saber-fazer, que nasce o nome e o espírito deste festival”, enquadra José Licínio Pimenta, programador do Centro de Artes de Ovar, equipamento municipal que acompanha a realização do festival, cuja programação está a cargo da companhia Imaginar do Gigante.
Tan Tan Tann vezes dez: este fim-de-semana há outra vez música na tanoaria Josafer
Festival de Artes Performativas Contemporâneas chega à décima edição. Empresa familiar de Esmoriz de portas abertas nas noites de sexta e sábado.






