Há 15 anos, os bilionários do planeta possuíam, no total, uma fortuna de US$ 4,5 trilhões. Em 2024, esse patrimônio mais do que triplicou, atingindo a marca de US$ 14,2 trilhões.
Agora, a riqueza combinada deles totaliza US$ 20,1 trilhões (R$ 103,95 trilhões no câmbio atual), valor equivalente a quase um quinto da produção anual integral do mundo inteiro.
Esses números impressionantes foram calculados pelo economista francês Gabriel Zucman, diretor do Observatório Internacional de Tributação, organização de pesquisa financiada pela União Europeia, e revelam mais do que apenas o aumento rápido e surpreendente da concentração de riqueza na camada mais alta da sociedade.Refletem também uma série de tendências globais relevantes: o domínio crescente de poucas empresas de tecnologia que lideram o desenvolvimento da inteligência artificial, a fatia cada vez menor do bolo econômico que é destinada aos trabalhadores e uma desigualdade cada vez mais profunda, que será legada à próxima geração.
Esses desdobramentos são particularmente evidentes nos EUA, onde reside quase um terço dos quase 3.000 bilionários do mundo —e onde pode surgir o primeiro trilionário da história, Elon Musk, a depender do desempenho da oferta pública inicial da SpaceX, sua fabricante de foguetes e satélites, prevista para sexta-feira (12).












