Ano após ano, o Festival Palheta Bendita tem vindo a consolidar não só a sua presença como a sua ambição na cidade que o viu nascer, Santo Tirso. A primeira edição foi em 2005 e a 20.ª cumpre-se agora, em 2026, procurando atrair ao Parque de Geão o mais número de interessados nestas lides, que vão da construção de instrumentos à exibição, em palco, de projectos das mais variadas proveniências mas sempre com uma ligação às culturas populares contemporâneas.Napoleão Ribeiro, o director do festival, resume desta forma, numa declaração distribuída à imprensa, o que será possível esperar do festival neste fim-de-semana (12, 13 e 14 de Junho): “Este ano, o Palheta Bendita, além da feira de construtores de instrumentos musicais, uma marca deste festival, terá diversos projectos que interpretam música cigana, antiga e contemporânea, como é o caso dos Dhoad Gypsies do Rajastão (da Índia), dos Dobranotch, vindos do Leste europeu e um trabalho com as comunidades desta etnia desenvolvido pelos projectos O Gringo Sou Eu, do músico brasileiro Frankão, e também da Sons do Bairro, um projecto colaborativo nascido no seio das urbanizações municipais da cidade de Famalicão, aqui próxima, e com muitas relações com Santo Tirso.”Além disso, acrescenta, haverá “um concerto afro-psicadélico dos sul-africanos BCUC (Bantu Continua Uhuru Consciousness) e também muito folk português, como é o caso d’O Gajo e os sanfonas, os Palankalama, Alma Menor e também as polifonias das Sopa de Pedra. Por outro lado, teremos oficinas de construção de cabeçudos, de experimentação de instrumentos musicais e de canto, assim como um espectáculo de circo com a Bugiganga, além de uma exposição sobre emigrantes portugueses e imigrantes em Portugal.”