Bimotor havia concluído revisão anual obrigatória e decolou para checagem operacional antes de cair durante aproximação para pouso; duas pessoas morreram e uma ficou gravemente ferida Vídeo mostra frequentadores de clube auxiliando no resgate de vítima de queda de avião — Foto: Reprodução | Instagram RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 11/06/2026 - 08:10 Acidente aéreo em Marília: Beechcraft Baron cai e mata dois pilotos Um avião Beechcraft Baron 58 caiu em Marília, SP, durante seu primeiro voo pós-renovação do Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade, matando os pilotos Henrique Guariente e Gabriel Maloni, e deixando Pablo Portella Ilwoski gravemente ferido. O acidente ocorreu durante a aproximação para pouso, menos de uma hora após a decolagem. A investigação irá analisar as causas do acidente. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O avião de pequeno porte que caiu na manhã desta quarta-feira em Marília, no interior de São Paulo, realizava seu primeiro voo após concluir a renovação do Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA), documento obrigatório emitido após inspeções de manutenção. O acidente matou os pilotos Henrique Guariente e Gabriel Maloni, enquanto uma terceira pessoa foi resgatada com vida e segue internada em estado grave. Menos de uma hora após a decolagem, a aeronave caiu durante a aproximação para pouso. O bimotor envolvido no acidente é um Beechcraft Baron 58, fabricado em 1985 e registrado sob o prefixo PT-MDB. Segundo registros aeronáuticos, a aeronave havia concluído justamente nesta quarta-feira o processo anual de renovação do CVA, exigido pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para atestar que o avião está apto a operar Dados de plataformas de rastreamento mostram que a aeronave decolou do Aeroporto Estadual Frank Miloye Milenkovich às 11h13. Cerca de 40 minutos depois, às 11h51, caiu em uma área da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), localizada a aproximadamente um quilômetro do terminal. Após o impacto, o avião foi tomado pelas chamas. Os mortos foram identificados como Henrique Guariente e Gabriel Maloni. Ambos eram pilotos habilitados, mas as autoridades ainda não informaram quem ocupava o comando da aeronave no momento da queda. Maloni era funcionário do Grupo Ponzan Alimentos, que confirmou ser proprietário do avião e lamentou a morte do colaborador. O terceiro ocupante foi identificado como Pablo Portella Ilwoski, de 28 anos. Também piloto, ele foi socorrido com vida e encaminhado ao Hospital das Clínicas de Marília, onde permanecia internado em estado grave até a última atualização divulgada pelas autoridades. O que é o certificado renovado horas antes do acidente O Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade substituiu a antiga Inspeção Anual de Manutenção como principal instrumento de controle da condição operacional das aeronaves civis brasileiras. Com validade de 12 meses, o documento só é emitido após uma análise documental e técnica realizada por uma organização de manutenção certificada pela Anac. Entre os itens avaliados estão o Certificado de Aeronavegabilidade da aeronave, registros de manutenção, cumprimento de inspeções obrigatórias e eventuais reparos ou modificações estruturais realizados ao longo da vida útil do avião. Também é necessário comprovar o atendimento às Diretrizes de Aeronavegabilidade, determinações emitidas pela Anac ou pelos fabricantes para corrigir falhas conhecidas e garantir a segurança das operações. O fato de a aeronave ter acabado de concluir esse processo não indica, por si só, qualquer relação entre a manutenção e o acidente. A investigação deverá analisar as condições da aeronave, os procedimentos adotados durante o voo, as comunicações realizadas e outros fatores que possam ter contribuído para a queda. Em nota, a AABB Marília informou que colaborou com as equipes de emergência desde os primeiros momentos após o acidente e afirmou permanecer à disposição das autoridades responsáveis pela apuração do caso.