Entre os fatos marcantes da Copa do Mundo que começa nesta quinta-feira (11/6) está o de ser a primeira realizada em três países. Com 11 das 16 cidades-sede em seu território, os Estados Unidos acabam ficando com o protagonismo de uma festa que tem mais dois anfitriões: México e Canadá. Dois destinos que não poderiam ser mais diferentes entre si, mas, ao mesmo tempo, igualmente fascinantes. E que valem a pena ser explorados durante e depois do Mundial. Com três sedes no México (Cidade do México, Guadalajara e Monterrey) e duas no Canadá (Toronto e Vancouver), a Copa ajudará a mostrar um pouco da variedade de cenários e possibilidades dentro desses dois países. A seguir, conheça um o pouco mais sobre cada uma das cidades que receberão os jogos a partir desta quinta-feira. Com a edição de 2026, o México se torna o primeiro país a receber três edições de Copa do Mundo. E, assim como em 1970 e 1986, a partida inaugural acontecerá no Estádio Azteca, o maior do país, na Cidade do México. Com 21 milhões de pessoas em sua região metropolitana e uma vida cultural fervilhante, a capital não é apenas um bom lugar para o pontapé inicial da Copa, mas também a melhor porta de entrada para o país. Para começar a visita, vá ao marco zero da cidade, o Zócalo, a gigantesca praça central do centro histórico, com quase 47 mil metros quadrados (ou pouco mais de seis campos de futebol). Cercada por monumentais prédios públicos, como o Palácio Nacional, sede do governo federal, a Plaza de la Constituición (seu nome oficial) era o centro político e religioso da antiga capital asteca, Tenochtitlán, fundada em 1325. Esse passado ainda sobrevive nas ruínas do Templo Mayor, a principal construção da civilização mexica, destruída para dar lugar à (também enorme) Catedral Metropolitana de la Asunción de María. Ainda na região do centro histórico, o Palácio de Bellas Artes chama atenção tanto por seu exterior quanto por seu acervo, que conta com murais de artistas mexicanos como Diego Rivera, José Clemente Orozco e David Alfaro Siqueiros. O museu fica próximo da Avenida Paseo de la Reforma, a principal via da cidade, que liga a região central a zonas mais nobres, como o bairro de Polanco e o Bosque de Chapultepec. Com 686 hectares, este parque urbano integra áreas verdes, espaços de lazer e atrações culturais, como o Castillo de Chapultepec e o imperdível Museu Nacional de Antropologia. É possível passar um dia ali dentro aprendendo sobre os muitos povos pré-colombianos que se espelhavam pelo território do que hoje é o México. Já para ver as tradições mais populares do México ao vivo e a cores, o melhor lugar é o bairro de Xochimilco, no extremo sul da cidade. A atração são os barcos coloridíssimos, muitos com cantores a bordo, que passeiam pelos canais. Pode parecer uma atração pega-turista, mas é um programa ainda muito concorrido entre os próprios mexicanos. Guadalajara Uma das muitas esculturas espalhadas pelo Paseo Alcalde, uma das ruas mais famosas da região central de Guadalajara, no México — Foto: Reprodução/Leo Kira/Unsplash Localizada no oeste do país, Guadalajara é a capital do estado de Jalisco, que dá nome ao estádio que receberá quatro jogos da fase de grupos da Copa e que é o berço de dois importantes símbolos mexicanos, como os mariachis e a tequila (a cidade homônima, onde surgiu a bebida, está a pouco mais de uma hora de distância). Só isso já justificaria colocar Guadalajara num roteiro de viagem pelo país. Mas há mais. Um exemplo é o conjunto de pinturas “O homem em chamas”, do muralista mexicano José Clemente Orozco. Apelidada de “Capela Sistina das Américas”, esta obra-prima cobre parte do teto do Museu Cabañas, centro cultural que funciona num prédio do século XIX, construído para servir de hospital e abrigo para crianças pobres, e que hoje está listado como Patrimônio Mundial pela Unesco. Não distante dali, o centro histórico da cidade impressiona com prédios do período colonial, como a Catedral de Guadalajara, cujas bases datam de 1541. Vale também caminhar pelo Paseo Alcalde, uma longa rua de pedestres que começa em frente à catedral e é repleta de esculturas e placas com trechos de obras de escritores do estado. A região central é um bom lugar para provar alguns pratos típicos de Jalisco, como a torta ahogada, um sanduíche de carne de porco “afogada” em molho de tomate e pimenta, e a birria de chivo, ensopado de carne de bode bastante temperado. Para restaurantes, bares e cafés mais moderninhos, a dica é seguir para Colonia Americana, que já figurou em listas de bairros mais legais do mundo. Monterrey Uma vista panorâmica de Monterrey, no México, com o Cerro de la Silla ao fundo — Foto: Reprodução/Jonathan Zavala/Pexels Palco de três partidas da fase de grupos e uma da segunda fase (que pode ter o Brasil, caso termine em segundo de seu grupo), Monterrey está muito mais perto de San Antonio, no Texas, que da Cidade do México. A capital do estado de Nuevo León é o principal centro financeiro e industrial do norte do país. Mas o que saltam aos olhos de quem não está viajando a negócios são as formações rochosas da Siera Madre Oriental, dominando o horizonte. Especialmente o Cerro de la Silla, que leva esse nome por seu formato de sela de cavalo. Há diversos passeios pelas montanhas, tanto para escalar os picos quanto para explorar cavernas, como as Grutas de García, e cachoeiras, como a Cascata Colla de Caballo. Dentro da cidade, as principais atrações estão na Macroplaza, a praça central que reúne museus e restaurantes, e o Parque Fundidora, uma antiga fundição transformada em espaço de lazer e cultura. E, conectando esses dois lugares, o Paseo Santa Lúcia, um canal artificial com calçadão para pedestres cheio de esculturas ao ar livre. Toronto O skyline de Toronto, com destaque para a CN Tower (553 metros de altura), visto a partir de um parque nas Toronto Islands, no Lago Ontário, no sudeste do Canadá — Foto: Reprodução/Sandro Schuh/Unsplash Cinco jogos na fase de grupos e um na segunda ocorrerão em Toronto, que, com cerca de 2,8 milhões de habitantes, é a maior cidade do Canadá. Mas quem a visita não tem a sensação de estar numa megalópole. A principal porta de entrada do território canadense é cosmopolita e arrojada, mas sem perder a ternura. Uma boa maneira de ter uma visão geral da cidade é subindo na CN Tower, a torre de 553 metros de altura que se destaca entre tantos arranha-céus e oferece dois observatórios, a 342 e a 447 metros de altura, de onde se consegue enxergar, em dias claros, até mesmo as Cataratas do Niagara, que estão a menos de duas horas de distância. Vale também caminhar pelas ruas e avenidas da região central, cheia de atrativos, como a agitada Yonge-Dundas Square (a “Times Square canadense”), o museu Art Gallery of Ontario e o mercado gastronômico St. Lawrence Market, o melhor lugar para comer tradicional sanduíche de peameal bacon, o bacon defumado canadense. E, para fugir da agitação, uma curta viagem de ferry para as Toronto Islands, no Lago Ontário, oferece as melhores vistas para o skyline. Vancouver O chamativo Science Museum, um dos destaques do Creekside Park, em Vancouver, no Canadá — Foto: Reprodução Na costa oeste do país, Vancouver é um paraíso para amantes de turismo de natureza e de atividades ao ar livre. Conectado ao Pacífico por uma série de estreitos, e protegido por enseadas e ilhas, o destino é muito procurado por causa dos passeios de observação de baleias e orcas, pelas caminhadas por bosques preservados e aventuras nas montanhas, com ou sem neve. Para quem gosta de turismo urbano, Vancouver também é um sucesso. Há o charme do bairro antigo de Gastown (com direito a ruas de paralelepípedos e um relógio a vapor), a diversidade de Chinatown e Japantown, e os muitos parques à beira-mar, como o Creekside Park, onde fica o Science Museum, ótima atração para quem viaja com crianças. E a poucos passos de Downtown, fica o BC Place, o estádio que receberá sete partidas da Copa, sendo cinco na fase de grupos, um da segunda fase e um de oitavas-de-final.
Copa do Mundo: conheça as principais atrações das cidades-sede de México e Canadá
Jogos do Mundial acontecerão em cinco destinos nos dois países: Cidade do México, Guadalajara, Monterrey, Toronto e Vancouver













