A taça da Copa do Mundo de 2026 não brilha apenas pelo simbolismo. Com 36,8 centímetros de altura e fundida em ouro maciço de 18 quilates, o troféu é avaliado em US$ 850.584,04 (R$ 4,39 milhões na cotação desta quarta-feira), segundo cálculo feito pelo Valor com base na cotação do metal para entrega em agosto, fechada na quarta (10) a US$ 4.133,30 por onça-troy. No total, o prêmio pesa 6,175 quilos de ouro, o equivalente a 198,53 onças-troy. A taça mundialmente conhecida começou a ser o troféu oficial da competição somente em 1974. Antes disso, os países campeões recebiam a taça Jules Rimet, que trazia a representação de Nike, deusa da vitória na mitologia grega. A estatueta, recebida pela última vez pelos brasileiros em 1970, referenciava em seu nome o então presidente da Fifa e foi criada pelo escultor francês Abel Lafleur. A taça tinha 35 centímetros de altura e pesava 3,8 quilogramas. Em 1970, último ano do troféu como prêmio oficial do torneio, a taça valia US$ 4,2 mil (US$ 35.142,81 em valores reajustados), tendo em vista que o preço por onça-troy era US$ 35 na época. A mudança dos troféus ocorreu devido ao regulamento da Fifa, que afirmava, na época, que o primeiro país a ganhar o torneio pela terceira vez poderia ficar com a taça, segundo explica a Conmebol, entidade responsável pelos torneios internacionais na América do Sul. Com o tricampeonato do Brasil em 1970, a Fifa teve que criar outro troféu para a edição seguinte. O troféu atual segue outro design. Criada pelo escultor italiano Silvio Gazzaniga, a taça traz o globo segurado por duas pessoas. Além disso, há dois aros de malaquita que envolvem a base do prêmio. Desde 1974, somente seis países tiveram a oportunidade de levantar a taça; são eles: Alemanha (1974, 1990 e 2014), Argentina (1978, 1986 e 2022), Itália (1982 e 2006), Brasil (1994 e 2002), França (1998 e 2018) e Espanha (2010). Já o troféu Jules Rimet foi levantado por cinco seleções: Brasil (1938, 1952 e 1970), Uruguai (1930 e 1950), Itália (1934 e 1938), Alemanha (1954) e Inglaterra (1966). Hoje em dia, a seleção campeã da Copa do Mundo não pode levá-la para casa. Segundo o regulamento da Fifa, o troféu oficial só é disponibilizado à equipe campeã na comemoração imediata após a final. Depois disso, a seleção é obrigada a devolver a estatueta para a entidade e recebe uma réplica. *Estagiária sob supervisão de Diogo Max