Fechou-se o ciclo de preparação em território nacional e Portugal prepara-se para partir para os EUA com confiança e cautela em doses equilibradas. A vitória desta quarta-feira diante da Nigéria, em Leiria (2-1), mostrou um futebol de sol e sombras ainda à procura da sua versão final. É verdade que houve um lado A e um lado B da selecção num jogo com 11 substituições, mas houve também um adversário longe do seu melhor figurino, o que ajudará a enquadrar algumas preocupações.Roberto Martínez deixou claras as razões pelas quais escolheu a Nigéria como último adversário antes do início do torneio. Tem pontos de contacto com o Congo, ataca com facilidade a profundidade, impõe uma dimensão física no jogo e ocupa bem o corredor central. Não se viram todas essas facetas em dose robusta, mas o teste serviu para trazer à superfície uma versão bem mais versátil da selecção portuguesa do que aquela que se viu contra o Chile.Em primeiro lugar, na primeira fase de construção. Com Vitinha e João Neves de início, a equipa ganhou mais soluções na saída de bola (ora construía com Ruben Dias e Inácio, ora baixava um dos médios) e, com isso, foi encontrando rotas diferentes para fugir à pressão de um adversário que mobilizava três unidades para condicionar bem junto à área.Numa segunda linha, na interpretação dos espaços. Aproveitando o facto de os africanos subirem muitas vezes o bloco para pressionarem, Portugal procurou atacar a profundidade com solicitações que alternaram entre diagonais interiores (Trincão, sobretudo) e dinâmicas de corredor (Dalot/Neto à esquerda, Semedo/Trincão à direita).
Portugal voa para os EUA com alguma carga indesejada no porão
Selecção nacional levará para o Mundial mais lições para rever do que gostaria, depois de um triunfo apertado sobre uma Nigéria desfalcada.













