Justiça determinou perda dos cargos públicos, proibição de exercer função pública e ressarcimento superior a R$ 10,2 milhões aos cofres municipais; esquema envolvia adulteração de folhas de pagamento Prefeitura de Barretos — Foto: Reprodução/EPTV RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/06/2026 - 18:32 Onze Servidores de Barretos Condenados por Desvio de R$ 10,2 Mi em Esquema de Folhas Falsas Onze servidores da Prefeitura de Barretos foram condenados por envolvimento em um esquema de desvio de recursos com folhas de pagamento adulteradas. As sentenças somam mais de 100 anos de prisão e incluem 101 crimes. Além disso, houve a perda dos cargos e o ressarcimento de R$ 10,2 milhões. A Operação Holerites Premiados também gerou novas denúncias contra 162 servidores. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Onze servidores da Prefeitura de Barretos (SP) foram condenados por participação em um esquema de desvio de recursos públicos que utilizava folhas de pagamento adulteradas e manipulação de sistemas internos do município. As sentenças, proferidas pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Barretos, somam mais de 100 anos de prisão e reconhecem a prática de 101 crimes de organização criminosa e peculato. Além das penas de prisão, a Justiça determinou a perda dos cargos públicos dos condenados, a proibição de exercer função pública e o ressarcimento dos danos causados ao erário, em valor superior a R$ 10,2 milhões. As decisões ainda são passíveis de recurso. As condenações são desdobramentos da Operação Holerites Premiados, investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo, com participação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Segundo as apurações, o esquema envolvia mais de uma centena de servidores municipais que recebiam valores indevidos por meio da adulteração de folhas de pagamento e da manipulação dos sistemas de recursos humanos e pagamentos da prefeitura. Ao todo, os 11 condenados responderam por 101 crimes reconhecidos pela Justiça. Desse total, 10 são relacionados à participação em organização criminosa e 91 correspondem a peculato, que é desvio ou apropriação de dinheiro público por servidor. Histórico da investigação A investigação teve início em 2019. Na primeira fase da operação, realizada em abril daquele ano, foram cumpridos mandados de prisão, busca e apreensão e medidas de bloqueio patrimonial. Em maio, o Ministério Público apresentou a primeira denúncia contra nove pessoas por integrar organização criminosa. Já a terceira etapa, deflagrada em dezembro de 2020, mobilizou uma força-tarefa com 21 promotores de Justiça, 13 servidores do Ministério Público, 205 policiais militares e 21 policiais civis. Ao todo, foram cumpridos 73 mandados de busca e apreensão, além do afastamento cautelar do então prefeito em exercício. Segundo o Ministério Público, a Operação Holerites Premiados já resultou em 32 denúncias criminais contra 162 servidores públicos. As acusações envolvem 160 crimes de organização criminosa e 974 de peculato. Também foram ajuizadas ações civis públicas relacionadas aos prejuízos causados ao patrimônio público.