Christophe Gleizes foi condenado a sete anos de prisão por acusações ligadas ao terrorismo; entidade busca ampliar pressão internacional pelo repórter Faixa com o jornalista esportivo francês Christophe Gleizes, detido na Argélia, no salão principal do Arquivo e Biblioteca Departamental (ABD) Gaston Deferre, em Marselha — Foto: MIGUEL MEDINA / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/06/2026 - 18:14 Fifa apoia jornalista preso na Argélia com credencial para 2026 A Fifa credenciou o jornalista francês Christophe Gleizes, preso na Argélia, para a Copa do Mundo de 2026, em um gesto de apoio visando pressionar por sua libertação. Gleizes foi condenado a sete anos por acusações de terrorismo, contestadas por entidades internacionais que defendem a liberdade de imprensa. A Fifa e o RSF esperam que a mobilização internacional leve ao seu indulto. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Fifa decidiu credenciar o jornalista francês Christophe Gleizes para a cobertura da Copa do Mundo de 2026, em uma iniciativa vista como um gesto de apoio ao profissional, que permanece preso na Argélia há dois anos. A informação foi publicada pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), que coordena o comitê de apoio ao jornalista e vem defendendo sua libertação. Colaborador da revista So Foot, Gleizes recebeu a autorização para cobrir o torneio mesmo estando detido na prisão de Koléa, a oeste de Argel. A decisão da entidade máxima do futebol mundial também representa uma manifestação pública de apoio ao repórter. A expectativa de familiares e apoiadores é que a mobilização internacional aumente a pressão sobre as autoridades argelinas e contribua para a concessão de um eventual indulto pelo presidente Abdelmadjid Tebboune. Parentes de Gleizes e o RSF agradeceram à entidade e acreditam que a medida pode ajudar na sua libertação. A Argélia disputa a Copa do Mundo e joga a sua primeira partida contra a atual campeã, Argentina. "Lembramos que ele é um jornalista esportivo e nada mais que um jornalista esportivo. Esta situação interminável é devastadora para nós. Somos muito gratos à FIFA por este gesto, mas, acima de tudo, apelamos mais uma vez ao Presidente Tebboune para que conceda clemência, para que Christophe possa recuperar sua liberdade, sua família e seu trabalho como jornalista esportivo o mais rápido possível. Estamos convencidos: sua libertação é do interesse de todos", celebraram ao Repórteres Sem Fronteiras Sylvie e Francis Godard, país do jornalista. Copa do Mundo de 2026: veja os profissionais de TV que irão cobrir o evento in loco pela primeira vez 1 de 23 O narrador Everaldo Marques — Foto: Globo/João Miguel Junior 2 de 23 O narrador Gustavo Villani — Foto: Globo / Paulo Belote X de 23 Publicidade 23 fotos 3 de 23 A narradora Renata Silveira — Foto: Jordan Silva / Divulgação 4 de 23 O ex-jogador e comentarista Denílson — Foto: Globo/Cadu Pilotto X de 23 Publicidade 5 de 23 A jogadora e comentarista Cristiane Rozeira — Foto: Reprodução/TV Globo 6 de 23 O narrador Paulo Andrade fará os jogos do Sportv — Foto: Divulgação/TV Globo X de 23 Publicidade 7 de 23 Dandan Pereira irá narrar os jogos pelo Sportv — Foto: Divulgação/TV Globo 8 de 23 Fred Bruno apresentará o Globo Esporte diretamente da Copa do Mundo — Foto: Reprodução/Instagram X de 23 Publicidade 9 de 23 O repórter Guto Rabelo — Foto: Reprodução/Instagram 10 de 23 O repórter Nilson Klava — Foto: Reprodução/TV Globo X de 23 Publicidade 11 de 23 A repórter Duda Dalponte — Foto: Reprodução/Instagram 12 de 23 Renata Mendonça faz sua primeira Copa do Mundo como comentarista pelo Sportv — Foto: João Miguel Jr/TV Globo X de 23 Publicidade 13 de 23 Felipe Diniz fará entradas ao vivo na programação do Sportv durante a Copa — Foto: Reprodução/Instagram 14 de 23 O jornalista Alexandre Lozetti fará a cobertura in loco pelo Sportv — Foto: Divulgação/TV Globo X de 23 Publicidade 15 de 23 Mariana Fontes vai cobrir a Copa do Mundo in loco pelo Sportv — Foto: Reprodução/Sportv 16 de 23 O treinador Felipão participará na cobertura da Copa no programa Seleção Sportv — Foto: Divulgação / Globo X de 23 Publicidade 17 de 23 O ex-jogador e comentarista Paulo Nunes irá trabalhar na Copa in loco — Foto: Globo/ Estevam Avellar 18 de 23 Atualmente comentarista, o ex-jogador Felipe Melo também fará a cobertura da Copa presencialmente — Foto: Júlia Aguiar X de 23 Publicidade 19 de 23 O ex-jogador Renato Augusto vai cobrir a Copa do Mundo in loco pelo Sportv — Foto: Reprodução/Instagram 20 de 23 O ex-jogador D'Alessandro também participará da cobertura pelo Sportv — Foto: Reprodução/TV Globo X de 23 Publicidade 21 de 23 O comentarista Bruno Formiga fará a cobertura da Copa in loco pelo Sportv — Foto: Divulgação 22 de 23 A repórter e apresentadora Mariana Spinelli viaja para cobrir a Copa do Mundo pela getv — Foto: Reprodução/Instagram X de 23 Publicidade 23 de 23 Sofia Miranda também fará a cobertura pela getv — Foto: Reprodução . O RSF reforçou os agradecimentos e pediu que o torneio sirva como palco para o protesto de outros profissionais da imprensa contra a prisão do repórter. "Isso reforça que este jornalista esportivo e especialista em futebol pertence aos estádios e à tribuna de imprensa desta grande competição mundial, e não à prisão. Agradecemos à FIFA por este gesto e a todos que o tornaram possível. Conclamamos todos os jornalistas que cobrem esta competição a transmitirem nosso apelo pela libertação de Christophe em cada partida, todos os dias, até o fim", declarou Thibaut Bruttin, diretor executivo do Repórteres Sem Fronteiras. Entenda o caso Gleizes, de 37 anos, foi preso em 28 de maio de 2024, quando iniciava uma reportagem sobre a Jeunesse Sportive de Kabylie, um dos clubes de futebol mais tradicionais da região de Tizi Ouzou, na Argélia. Inicialmente colocado sob supervisão judicial, ele acabou sendo condenado em 29 de junho de 2025 a sete anos de prisão. A Justiça argelina o considerou culpado pelos crimes de “apologia ao terrorismo” e “posse de publicações com o propósito de propaganda prejudicial ao interesse nacional”. A sentença foi mantida em segunda instância em 3 de dezembro de 2025. Segundo as autoridades locais, as acusações estão relacionadas a entrevistas realizadas pelo jornalista com pessoas ligadas ao Movimento pela Autodeterminação da Cabília (MAK), organização considerada clandestina pelo governo argelino. O caso provocou reações de entidades de defesa da liberdade de imprensa e organizações internacionais, que contestam a condenação e defendem que o trabalho realizado por Gleizes estava vinculado exclusivamente ao exercício da atividade jornalística.