Agregador do GLOBO e Locomotiva mostra atual presidente 4,4 pontos à frente do senador no 2º turno; resultado considera rodadas mais recentes de levantamentos Datafolha, Genial/Quaest e Meio/Ideia O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o pré-candidato ao Palácio do Planalto pelo PL, senador Flávio Bolsonaro (RJ) — Foto: Fotos de Evaristo Sá/AFP e Andressa Anholete/Agência Senado RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/06/2026 - 17:42 Lula amplia vantagem sobre Flávio Bolsonaro em nova pesquisa eleitoral Novas pesquisas mostram que Lula ampliou sua vantagem sobre Flávio Bolsonaro na corrida presidencial. O agregador Rali, do GLOBO e Instituto Locomotiva, revela que Lula tem 45% das intenções de voto no segundo turno, enquanto Flávio marca 40,6%. A queda de Flávio ocorreu após revelações envolvendo o Banco Master. O Rali compila dados de pesquisas nacionais para uma análise integrada do cenário político. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O agregador de pesquisas Rali — iniciativa do GLOBO em parceria com o Instituto Locomotiva — mostra que levantamentos de intenção de voto após os novos desdobramentos do escândalo do Banco Master reforçaram a vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida pelo Planalto. Os dados indicam que o senador Flávio Bolsonaro (PL) apresentou uma queda de desempenho depois das revelações sobre seu elo com o banqueiro Daniel Vorcaro e a taxação a produtos brasileiros anunciadas pelo governo de Donald Trump, aliado do parlamentar e de seu pai, Jair Bolsonaro. Veja os números. O petista aparece com 45% das intenções de voto no cenário de segundo turno contra Flávio, que marca 40,6%. O resultado foi reforçado pelas rodadas mais recentes das pesquisas Datafolha, Genial/Quaest e Meio/Ideia. Em maio, Flávio chegou a aparecer à frente de Lula nas intenções de voto agregadas do segundo turno no Rali. Em 5 de maio, o senador marcava 44,4% ante 43,7% do petista. Já em meados de maio, ambos estavam empatados, com 43,8% cada. Mas, com as últimas pesquisas, Lula abriu vantagem. A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira mostrou piora de Flávio junto ao eleitorado “independente”. Depois do caso Dark Horse e de outros episódios da política brasileira no último mês, como as notícias relacionadas aos Estados Unidos, essa parcela passou a dar confortável vantagem ao presidente Lula no embate direto com o filho de Bolsonaro. Também cresceu, no segmento, o percentual daqueles que aprovam o governo petista, apesar de a maioria ainda desaprovar. No quadro geral da população, a Quaest mostrou Lula com 44% das intenções de voto, contra 38% do bolsonarista. Já entre os independentes, Lula abriu distância de 13 pontos (37% a 24%). Lula x Flávio Lula (PT): 45%Flávio Bolsonaro (PL): 40,6% Lula x Zema Lula (PT): 45,6%Romeu Zema (Novo): 36,7% Lula x Caiado Lula (PT): 45,7%Ronaldo Caiado (PSD): 37,3% Entenda o agregador O Rali é um agregador de pesquisas de avaliação de governo e eleitorais do GLOBO, feito em parceria com o Instituto Locomotiva. O projeto apresenta o panorama da popularidade do governo federal e de gestões estaduais, além das intenções de voto para 2026, segundo os últimos levantamentos divulgados por empresas e institutos com relevância nacional selecionados. O Rali reúne também dados históricos sobre o desempenho de todas as gestões federais desde o governo Collor, com base em pesquisas do antigo Ibope e do Datafolha. A ferramenta permite ainda comparar indicadores econômicos sobre inflação, confiança dos consumidores e desemprego das últimas décadas com as avaliações positivas e negativas dos presidentes brasileiros. O objetivo é facilitar o acesso a informações confiáveis e precisas sobre o cenário político nacional. O Rali não busca substituir os levantamentos de cada instituto, mas aproveitar as vantagens de suas diferentes metodologias para fornecer uma leitura integrada das oscilações do comportamento do eleitorado brasileiro. A metodologia, elaborada a partir da experiência do Locomotiva no setor de pesquisas, considera diferentes fatores para o cálculo. Pesam o tamanho da amostra e o quão recente é um resultado. Também são levados em conta o histórico de atuação dos institutos e sua cobertura nos diferentes estados.