Anúncio gerou questionamentos sobre uma possível interferência política, já que Trump ordenou que as agências federais eliminassem iniciativas relacionadas à diversidade e inclusão O comandante astronauta da Nasa, Randy Bresnik, o piloto astronauta da ESA (Agência Espacial Europeia), Luca Parmitano, o especialista em missões, Frank Rubio, e o especialista em missões, Andre Douglas, em coletiva de imprensa anunciando a tripulação da missão Artemis III — Foto: RONALDO SCHEMIDT / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/06/2026 - 16:22 "Nasa Defende Tripulação Masculina na Artemis III em Meio a Críticas" O chefe da Nasa, Jared Isaacman, defendeu a escolha de uma tripulação exclusivamente masculina para a missão Artemis III, que gerou críticas sobre possível interferência política após a ordem de Trump para eliminar iniciativas de diversidade. A missão servirá como teste de encontro e acoplamento orbital, preparando futuras alunissagens. Críticas destacam o papel crucial de bilionários como Musk e Bezos no programa lunar, enquanto desafios técnicos e financeiros persistem. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O chefe da Nasa, Jared Isaacman, defendeu nesta quarta-feira a composição da tripulação da terceira missão do programa Artemis, que busca levar seres humanos de volta à Lua, formada exclusivamente por homens. O anúncio de uma tripulação 100% masculina gerou questionamentos e críticas sobre uma possível interferência política, já que, desde seu retorno à Casa Branca, o presidente Donald Trump ordenou que as agências federais eliminassem iniciativas relacionadas à diversidade e inclusão. Isaacman, porém, ressaltou nas redes sociais que a seleção da tripulação "não está ligada a decisões políticas". "O Escritório de Astronautas designa a tripulação que oferece à missão a melhor possibilidade de cumprir seus objetivos", afirmou, acrescentando que fatores como perfil, experiência e disponibilidade dos astronautas são levados em consideração. A terceira fase do programa Artemis III consistirá em testar a espaçonave Orion e realizar manobras de encontro e acoplamento com módulos de pouso lunar. Ela não incluirá uma viagem à Lua. A tripulação anunciada na terça-feira inclui os astronautas americanos Randy Bresnik, Andre Douglas e Frank Rubio, além do italiano Luca Parmitano, o primeiro europeu a participar de uma missão Artemis. Promessa de diversidade A Nasa prometeu levar à Lua uma mulher e uma pessoa negra. No ano passado, porém, a Nasa retirou de algumas de suas páginas na internet referências a esse compromisso e, de forma mais ampla, à diversidade. Isso não significa necessariamente que a promessa tenha sido abandonada, mas ela deixou de ser explicitamente mencionada. Isaacman afirmou que aqueles que levantam essa preocupação talvez não conheçam bem a forma como as tripulações são organizadas e lembrou que já há astronautas em treinamento específico para a Lua que se encaixariam melhor em futuras missões de alunissagem. Missão Artemis II alcança maior aproximação lunar em 50 anos 1 de 11 Imagens inéditas da face oculta da lua são registradas — Foto: NASA / AFP 2 de 11 Terra se pôs atrás da Lua — Foto: Divulgação / Nasa X de 11 Publicidade 11 fotos 3 de 11 Artemis II: astronautas registram 'pôr da Terra' em imagem inédita ao redor da Lua — Foto: Nasa 4 de 11 Astronautas observaram um eclipse solar ao emergirem do outro lado da Lua. — Foto: Divulgação / Nasa X de 11 Publicidade 5 de 11 Imagem do solo lunar divulgada pela Nasa dia 6 de abril de 2026 — Foto: NASA / AFP 6 de 11 Cratera Vavilov vista da espaçonave Orion — Foto: NASA / AFP X de 11 Publicidade 7 de 11 Terra se pondo sobre a borda da Lua, vista da espaçonave Orion — Foto: NASA / AFP 8 de 11 Missão Artemis II alcança maior aproximação lunar em 50 anos — Foto: NASA / AFP X de 11 Publicidade 9 de 11 Missão Artemis II alcança maior aproximação lunar em 50 anos — Foto: NASA / AFP 10 de 11 Missão Artemis II alcança maior aproximação lunar em 50 anos — Foto: NASA / AFP X de 11 Publicidade 11 de 11 Missão Artemis II alcança maior aproximação lunar em 50 anos — Foto: NASA/AFP Nasa divulga imagens inéditas da face oculta da Lua 'Testemunha passiva' Em fevereiro, a Nasa anunciou que, em vez de ir à Lua, como previsto originalmente para a Artemis III, a missão serviria como um voo de teste para demonstrar a capacidade de encontro e acoplamento com pelo menos um módulo de pouso lunar em órbita baixa da Terra. Essa mudança prepara o terreno para duas tentativas de pouso na Lua pela Nasa em 2028, durante as missões Artemis IV e V. Apesar do otimismo, especialistas expressam ceticismo quanto à viabilidade de fazê-lo até 2028. — Acho que eu e a maioria das pessoas diríamos que não é uma data realista — disse ao New York Times Casey Dreier, chefe de política espacial da Sociedade Planetária. Missão Artemis II retorna à Terra — Foto: NASA / AFP Segundo Dreier, o envolvimento de empresas privadas, como a Blue Origin e a SpaceX, permite que o plano de voltar à Lua seja realizado a um custo muito menor do que durante a era Apollo — mas também significa que as aspirações lunares da agência estão em grande parte à mercê dos caprichos de dois bilionários, Elon Musk e Jeff Bezos. — É muita potência e muita esperança depositadas em apenas duas pessoas para fornecer uma capacidade que é realmente essencial para um objetivo nacional — disse ele. — A Nasa é uma testemunha passiva do seu próprio destino. Nem a SpaceX nem a Blue Origin concluíram o desenvolvimento de um módulo de pouso lunar. Os foguetes que deveriam levar esses módulos à Lua também não estão prontos: a Starship da SpaceX sofreu repetidas falhas durante voos de teste, e o New Glenn da Blue Origin explodiu e danificou a única plataforma de lançamento da empresa em maio. Essas circunstâncias podem muito bem atrasar a meta da Nasa de pousar na Lua em 2028. Fatores externos, como mau tempo ou paralisações governamentais, também podem afetar esse cronograma. "É irrealista", escreveu Phil McAlister, ex-diretor da divisão espacial comercial da Nasa, em um e-mail. "Ao mesmo tempo, não vou dizer que é impossível." Pousar na Lua sempre foi difícil, mesmo para missões não tripuladas. Em 2023, a Rússia tentou seu primeiro pouso lunar desde a década de 1970, mas a espaçonave colidiu com a superfície. Uma espaçonave japonesa, transportando dois veículos exploradores, pousou de cabeça para baixo na Lua em 2024. A Intuitive Machines, uma empresa privada com sede em Houston, pousou um veículo que tombou de lado no ano passado. A China, por outro lado, tem tido um sucesso notável com os pousos na Lua. Ela enviou veículos exploradores à superfície lunar em 2013 e 2019, e coletou amostras de poeira lunar do lado visível em 2020 e do lado oculto em 2024. O país planeja levar humanos à Lua até 2030. Com AFP e New York Times.
Chefe da Nasa defende tripulação da missão Artemis III, composta apenas por homens
Anúncio gerou questionamentos sobre uma possível interferência política, já que Trump ordenou que as agências federais eliminassem iniciativas relacionadas à diversidade e inclusão










