O escritor britânico Julian Barnes venceu o Prémio Princesa das Astúrias das Letras 2026, anunciou esta quarta-feira o júri, em Oviedo, no Norte de Espanha, classificando-o como "uma das maiores revelações da narrativa inglesa das últimas décadas".Além da obra literária de décadas, reconhecida por múltiplos galardões internacionais, a Fundação Princesa das Astúrias, promotora destes prémios, destacou também o compromisso de Julian Barnes com os direitos humanos e a sua colaboração com organizações não-governamentais como a Freedom from Torture e a Dignity in Dying.Na acta de atribuição do prémio, o júri qualificou Julian Barnes como um "extraordinário narrador e ensaísta, dotado de humor, ironia" e, citando o próprio escritor, com "um optimismo melancólico e um pessimismo alegre"."Barnes dá uma visão lúcida, quente e compassiva do género humano e emprega a memória como [qualidade] definidora da identidade, sem renunciar à imaginação, com o amor como princípio essencial", lê-se no mesmo texto.Para o júri, a obra de Julian Barnes "reelabora, com um olhar europeísta, a história da literatura, a arte, a música e até a gastronomia, até alcançar um estilo único, que o singulariza dentro de uma geração de autores britânicos especialmente brilhantes, que marcaram a literatura contemporânea".