Por votação unânime, Iphan tomba palacete e jardins como patrimônio e sugere colocar o nome de Celina Guinle do casarão A Casa Firjan, em Botafogo: vista externa — Foto: Márcia Foletto RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 09/06/2026 - 20:33 Casa Firjan é tombada como Patrimônio Cultural pelo Iphan no RJ A Casa Firjan, localizada em Botafogo, Rio de Janeiro, foi tombada como Patrimônio Cultural pelo Iphan. O palacete Linneo de Paula Machado e seus jardins atraem cerca de 20 mil visitantes mensais, apreciando a história, exposições e o paisagismo. O espaço, que também homenageará Celina Guinle no nome, oferece um refúgio de tranquilidade com programação cultural e um premiado café da manhã. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artística Nacional (Iphan), decidiu por unanimidade na tarde desta terça-feira pelo tombamento do Palacete Linneo de Paula Machado e seus jardins, atual sede da Casa Firjan, como Patrimônio Cultural Brasileiro. Além disso, os conselheiros também sugeriram que o nome de Celina Guinle seja acrescentado ao nome oficial do bem tombado, como forma de reconhecer a importância dela, que foi quem recebeu dos pais, Eduardo Guinle e Guilhermina Guinle, o casarão como presente de casamento. Sendo assim, segundo o Instituto, o palacete deve se chamar "Palacete Celina Guinle e Linneo de Paula Machado e seus jardins". Mas o trâmite para a troca oficial ainda será realizado. Localizado no bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio, o espaço recebe em média 20 mil visitantes que admiram a história por trás da arquitetura do casarão e aproveitam as exposições e experiências realizadas mensalmente em alguns dos 30 cômodos. Além disso, o público também aproveita a calmaria dos jardins, que ocupam 7.577 metros quadrados dos 8.202 metros quadrados do terreno do imóvel. A área é diariamente frequentada por idosos, adultos e crianças que aproveitam a grama baixa, as árvores centenárias e áreas sombreadas, além dos bancos para descanso, para darem uma pausa na rotina corrida. Muitos dos visitantes descrevem o espaço como “um silêncio em meio ao caos do Rio de Janeiro”. Jardins da Casa Firjan, em Botafogo — Foto: Márcia Foletto A nutricionista Rafaella Barbosa Lellis, de 28 anos, moradora de Botafogo, conta que leva o filho, Caetano, de 1 ano e 1 mês, pelo menos duas vezes ao mês nos jardins do palacete, para que ele tenha contato com a natureza e outras crianças. — Como não tenho outro filho, é aqui que o Caetano tem contato com outras crianças desde que ele tinha cinco meses. E isso é muito bom para o desenvolvimento dele. Eu o deixo livre para explorar o espaço porque sei que aqui dentro é seguro, e ele ama. Ele está sempre livre pela grama e brincando com outras crianças. As duas meninas, de 1 ano e 4 anos, que Josefina Leite, de 56 anos, toma conta como babá, também amam o espaço. A profissional afirma que leva as crianças ao local desde que elas nasceram, pois é calmo, seguro e organizado, e favorece o desenvolvimento das crianças que conseguem interagir com outras: — Venho com as meninas todos os dias da semana em que está aberto, de terça a sexta-feira, e elas amam. Elas pedem para vir e choram ao ir embora. Para o empresário Rubiano Torres, de 49 anos, que leva a filha Rebeca Torres, de 9 anos, ao local desde que nasceu, a tranquilidade do espaço é um dos principais atrativos. Além dos cariocas, o novo patrimônio cultural brasileiro também atrai turistas como a gerente operacional Caroline Sodré, de 29 anos, e a contadora Ana Carolina, de 31 anos. As duas são do Pará e decidiram visitar o espaço durante a viagem de férias que fazem juntas. — Vimos a sugestão nas redes sociais e é o primeiro lugar que vamos desde que chegamos ao Rio. Estou amando e já disse que se eu morasse na cidade viria ao Palacete em todos os fins de semana, pois gostei muito do ambiente — conta Caroline Sodré. — Além de toda a beleza e calmaria, eu gostei porque é um espaço que agrega a parte histórica e cultural da cidade — enfatiza Ana Carolina. A Casa Firjan também conta com o Empório Jardim, um restaurante fundado pelas chefs Paula Prandini, Iona Rohstein e a jornalista Branca Lee, que já foi eleito o Melhor Café da Manhã no Prêmio Rio Show de Gastronomia, pelo jornal O GLOBO. O estabelecimento tem mais de 100 opções, além de itens exclusivos para a Casa Firjan e dois espaços: um no jardim do casarão, com mesas para até 20 pessoas, e outro espaço no palacete, com azulejos preservados da arquitetura original do casarão e 58 lugares para clientes. Programação cultural As exposições e atividades culturais são realizadas em alguns dos 30 cômodos do palacete. No térreo, por exemplo, a Sala Lucy e Luiz Carlos Barreto recebe eventos e projetos de cinema, além de exibições de filmes. Já nas salas Celina e Guilherme são realizadas exposições de obras interativas, imersivas e de diferentes plataformas com temas ligados ao futuro e inovação. No segundo andar, a Sala Firjan exibe a história da casa, que possui todo o acervo literário do autor Aurélio Buarque de Holanda. A programação mensal fica disponível no site e nas redes sociais da Casa Firjan. Os visitantes que quiserem mais detalhes do casarão podem realizar visitas mediadas para saber sobre as principais temáticas abordadas, curiosidades sobre a história da casa, da família Guinle, do restauro feito e da arquitetura. *Estagiária sob supervisão de Cláudia Meneses.
Patrimônio Cultural Brasileiro: Casa Firjan atrai cerca de 20 mil visitantes por mês com natureza, história e lazer em Botafogo
Por votação unânime, Iphan tomba palacete e jardins como patrimônio e sugere colocar o nome de Celina Guinle do casarão
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