Treinador francês rebate questionamentos sobre o posicionamento do atacante do Real Madrid e elogia evolução do capitão dos Bleus O atacante Kyllian Mbappé e o treinador Didier Deschamps, da seleção francesa — Foto: Reprodução: AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/06/2026 - 06:06 Deschamps justifica Mbappé como centroavante e mira Copa 2026 Didier Deschamps defende a opção de utilizar Kylian Mbappé como centroavante na seleção francesa, destacando a experiência do atacante no Real Madrid e PSG. À frente dos Bleus desde 2012, Deschamps, campeão mundial em 2018, busca consolidar a liderança de Mbappé como capitão e enfrentar o desafio de administrar um elenco repleto de talentos na Copa de 2026. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Às vésperas da Copa do Mundo de 2026, Didier Deschamps voltou a defender suas escolhas na seleção francesa e saiu em apoio a Kylian Mbappé diante das críticas sobre a utilização do atacante como centroavante. Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, o treinador também destacou a liderança do camisa 10 e reforçou a confiança na equipe que chega ao Mundial entre as favoritas ao título. No comando dos Bleus desde 2012, Deschamps acumula 179 partidas pela seleção francesa e se tornou um dos técnicos mais longevos do futebol internacional. Campeão do mundo em 2018 e vice-campeão em 2022, ele acredita que a permanência no cargo é consequência direta dos resultados alcançados ao longo dos últimos anos. — Se ainda estou aqui hoje, é porque a seleção francesa venceu muitas partidas. Caso contrário, poderia ter terminado antes, seja por minha própria decisão ou porque outros decidiram por mim — afirmou. Um dos principais temas abordados pelo treinador foi a posição de Mbappé em campo. Alvo frequente de debates na França, o atacante do Real Madrid tem sido utilizado centralizado no ataque, decisão que Deschamps considera natural diante da trajetória recente do jogador. — Devo ser estúpido, e deve ter havido muita gente estúpida entre os treinadores que o colocaram para jogar no centro do ataque nos clubes pelos quais passou. Nos últimos dois anos no Real Madrid e no último ano no PSG, ele jogou nessa posição — respondeu. Além do aspecto tático, Deschamps destacou a evolução de Mbappé como líder da seleção. Capitão da equipe desde a aposentadoria internacional de Hugo Lloris, o atacante, segundo o treinador, desenvolveu uma forma própria de exercer influência sobre o grupo. — Ele não tem o mesmo caráter ou personalidade do Hugo. Mas assumiu essa liderança fora de campo e também dentro dele. Quando fala, sabe que está falando por todos os jogadores — explicou. A profundidade do elenco francês também foi tema da entrevista. Com diversas opções de alto nível em praticamente todas as posições, Deschamps reconheceu que administrar a insatisfação de jogadores que começam no banco é um dos desafios constantes do trabalho. — Trata-se de administrar a frustração daqueles que não serão titulares. É sempre difícil aceitar, porque cada jogador acredita ser melhor do que aquele que joga em seu lugar — disse. Entre os nomes que mais chamam a atenção na campanha francesa está Michael Olise. O meia-atacante vive grande fase e recebeu elogios públicos do treinador. — Ele é bastante discreto, um pouco tímido, mas quando está em campo é maravilhoso. Neste momento, está brilhando e é um dos melhores jogadores desta Copa do Mundo — afirmou. Com uma geração repleta de talentos e a experiência acumulada ao longo de quase 14 anos no comando da equipe, Deschamps chega ao Mundial de 2026 em busca de mais um capítulo histórico à frente da seleção francesa.