O Ministério Público de São Paulo abriu um inquérito civil para investigar a suficiência e a efetividade dos protocolos de segurança adotados pela Sabesp em obras subterrâneas realizadas na capital.
A apuração busca identificar eventuais falhas estruturais nos mecanismos de prevenção, fiscalização e gerenciamento de riscos utilizados pela companhia e foi motivada pela explosão que atingiu a comunidade Nossa Senhora das Virtudes 2, no Jaguaré, zona oeste da cidade, em maio.
A explosão ocorreu durante uma intervenção envolvendo redes subterrâneas de saneamento e gás canalizado. O acidente matou o segurança Alex Sandro Fernandes Nunes, 49, e o pintor autônomo Francisco Bondemba da Silva, 57, deixou três feridos, destruiu imóveis e obrigou moradores a deixarem suas casas.
As circunstâncias do episódio já são alvo de uma investigação própria conduzida pela 1ª Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo. O novo procedimento, instaurado pela Promotoria de Habitação e Urbanismo da capital, tem alcance mais amplo e pretende avaliar se há problemas sistêmicos em obras semelhantes executadas pela companhia.
Segundo a portaria, o objetivo é apurar a "suficiência, efetividade, rastreabilidade, integração institucional e conformidade regulatória dos protocolos de segurança, prevenção, fiscalização, comunicação interinstitucional, gerenciamento de risco e retomada segura" adotados pela Sabesp em intervenções que envolvam escavações, redes subterrâneas e interferências em infraestruturas de terceiros.








