Quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou apoio "completo e total" ao candidato da direita na eleição presidencial colombiana, no fim de maio, ele estava repetindo um gesto raro entre seus antecessores, mas cada vez mais comum neste segundo mandato.
O candidato, Abelardo De La Espriella, disputará o segundo turno com Iván Cepeda, do partido Pacto Histórico, o mesmo do presidente Gustavo Petro. Em sua rede social, Truth Social, Trump parabenizou De la Espriella, a quem chamou pelo apelido de "El Tigre", pela vitória no primeiro turno.
"Abelardo enfrentará um marxista de esquerda radical no segundo turno em 21 de junho", acrescentou, referindo-se a Cepeda. "Os resultados desta eleição são de extrema importância para o futuro da Colômbia e para suas relações com os Estados Unidos."
De La Espriella agradeceu Trump pelo "apoio decisivo". Cepeda, por sua vez, denunciou o que descreveu como "tom intervencionista" e exigiu respeito à soberania da Colômbia.
A Colômbia é apenas o exemplo mais recente em que Trump tenta influenciar o resultado de um pleito ao manifestar preferência por determinado candidato ou partido. Também fazem parte dessa lista crescente países como Argentina, Honduras, Hungria e Japão, entre vários outros.














