PUBLICIDADE Sem um caso registrado no país, moradores de Nanyuki temem a entrada de pessoas com a doença. Pacientes serão procedentes da República Democrática do Congo, onde há um surto Manifestantes e policiais entram em confronto no Quênia em uma manifestação contra um controverso centro de quarentena para Ebola construído pelos EUA na cidade turística de Nanyuki, na Base Aérea de Laikipia — Foto: Luis Tato / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 09/06/2026 - 12:34 Protestos no Quênia contra centro de Ebola para americanos geram violência e temor local Protestos e violência marcam Nanyuki, Quênia, contra centro de quarentena de Ebola para americanos. Sem casos registrados no país, moradores temem contágio de pacientes da RDC, onde há surto. Confrontos com a polícia deixaram feridos, incluindo um homem baleado na cabeça. O centro, em base aérea, deve ter 50 leitos. EUA prometem US$ 13,5 milhões ao Quênia para prevenção do Ebola, enquanto governo local defende a iniciativa devido a laços econômicos com Washington. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Uma pessoa foi atingida por um tiro na cabeça durante confrontos entre a polícia queniana e manifestantes contrários à construção de um centro de quarentena para cidadãos americanos em uma cidade turística. O centro médico, instalado em uma base aérea na cidade de Nanyuki, perto do Monte Quênia, será utilizado para isolar americanos procedentes da República Democrática do Congo (RDC), país que enfrenta um surto de Ebola. O Quênia nunca registrou um caso de Ebola e muitos se opõem à ideia de transportar ao país possíveis portadores dessa doença altamente contagiosa. Confrontos foram registrados em diferentes pontos de Nanyuki. Os manifestantes estabeleceram barricadas e atiraram pedras contra a polícia, que respondeu com gás lacrimogêneo e jatos de água. Ebola se torna emergência de saúde internacional; Veja fotos 1 de 11 O centro de tratamento de Ebola, em Goma, estava abandonado desde o fim do surto de 2019. Trabalhadores restauram o espaço — Foto: Jospin Mwisha / AFP 2 de 11 Uma funcionária verifica a temperatura de uma antes de permitir seu acesso ao hospital em Goma — Foto: Jospin Mwisha / AFP X de 11 Publicidade 11 fotos 3 de 11 Um profissional de saúde monitora os visitantes que chegam ao Laboratório Rodolphe Mérieux, do Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica, em Goma — Foto: Jospin Mwisha / AFP 4 de 11 Cartaz com os números de contato de emergência para o Ebola fixado em uma tenda na passagem de fronteira de Busunga — Foto: Badru Katumba / AFP X de 11 Publicidade 5 de 11 Um soldado no antigo centro de tratamento de Ebola, em Goma, que estava abandonado desde o fim do surto em 2019 — Foto: Jospin Mwisha / AFP 6 de 11 Um agente sanitário higieniza as mãos de um motociclista pela fronteira entre Uganda e a República Democrática do Congo — Foto: Badru Katumba / AFP X de 11 Publicidade 7 de 11 Um visitante tem sua temperatura verificada antes de entrar no Hospital Kyeshero — Foto: Jospin Mwisha / AFP 8 de 11 Homem se prepara para entrar no Hospital Kyeshero, em um posto de controle para lavagem das mãos e aferição de temperatura para todos os visitantes — Foto: Jospin Mwisha / AFP X de 11 Publicidade 9 de 11 Um profissional de saúde monitora os visitantes que chegam ao Laboratório Rodolphe Mérieux, do Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica, em Goma — Foto: Jospin Mwisha / AFP 10 de 11 Um agente de saúde fronteiriço na passagem entre Uganda e a República Democrática do Congo, verifica a temperatura de um viajante — Foto: Badru KATUMBA / AFP X de 11 Publicidade 11 de 11 Um visitante tem sua temperatura verificada antes de entrar no Hospital Kyeshero — Foto: John WESSELS / AFP Surto da doença na África leva OMS a acionar nível máximo de emergência sanitária internacional Tiros foram disparados e correspondentes da AFP observaram um homem caído, imóvel, depois de ser atingido na cabeça. A Cruz Vermelha informou que outra pessoa ficou ferida devido ao gás lacrimogêneo. Dezenas de pessoas foram detidas, inclusive por policiais à paisana. "Laikipia não é um lixão... Não estou feliz com a decisão dos Estados Unidos de construir um centro de quarentena em nosso país", declarou Priscilla Waimani, 47 anos, enrolada em uma bandeira queniana. Policiais quenianos carregam um manifestante gravemente ferido em confronto com manifestantes em protesto contra um controverso centro de quarentena para Ebola construído pelos EUA na cidade turística de Nanyuki — Foto: Luis Tato / AFP O centro, que estava quase concluído no fim da semana passada, deve ter 50 leitos de isolamento e será administrado por americanos. O governo do presidente William Ruto insiste que tem uma dívida com Washington por anos de ajuda econômica. Os Estados Unidos, por sua vez, prometeram 13,5 milhões de dólares para os esforços de prevenção do Quênia contra o Ebola.
Centro de quarentena de Ebola para americanos em cidade turística do Quênia gera protestos, e ao menos duas pessoas ficam feridas
Sem um caso registrado no país, moradores de Nanyuki temem a entrada de pessoas com a doença. Pacientes serão procedentes da República Democrática do Congo, onde há um surto











