O acidente de automóvel que tirou a vida a Diogo Jota (e ao seu irmão, André Silva) a 3 de Julho de 2025 e impediu o internacional português de estar fisicamente no Mundial de futebol, não vai impedir que o antigo número 21 da selecção esteja nos relvados do Campeonato do Mundo em espírito. E não será apenas no sentimento partilhado de todos os elementos da comitiva portuguesa. Será também na mente de Andy Robertson, capitão da selecção escocesa."Não estou a jogar apenas por mim, estou a jogar por nós os dois", disse Robertson esta terça-feira, depois de receber uma carta da viúva do falecido avançado português, no âmbito da iniciativa "Cartas que Unem" da FIFA. O antigo colega de equipa de Jota no Liverpool, disse mesmo que vai jogar no Mundial em homenagem a Diogo Jota."O Diogo falava muito de ti, da amizade que construíram, das batalhas que travaram juntos, dos desafios, das gargalhadas, das conversas sobre futebol e sobre sonhos", lia-se na carta."O Mundial era um daqueles sonhos, um sonho que ambos cultivaram lado a lado com a mesma paixão com que entravam em campo”, escreveu Rute na mesma missiva.“Quando ouvi as suas palavras e soube o que sentiu naquele dia em que a Escócia se qualificou para o Mundial depois de tantos anos de espera, percebi que o Diogo nunca saiu verdadeiramente de campo. Ao alcançar esse momento e garantir a sua vaga no Mundial, não irá sozinho; levará o sonho dele consigo também"Depois de a Escócia ter garantido a qualificação para o Mundial em Novembro, Robertson disse nesse momento que os seus pensamentos se voltaram imediatamente para Diogo Jota, que morreu aos 28 anos no tal acidente de viação e que o português estaria nos seus pensamentos quando liderasse a Escócia no seu primeiro Mundial em 28 anos.A Escócia estreia-se no Grupo C frente ao Haiti, em Boston, a 13 de Junho, antes de defrontar Marrocos e Brasil.