A banda leva ao Festival de Inverno Rio a turnê comemorativa do álbum que marcou o rock brasileiro com clássicos como 'Polícia', 'Igreja' e 'Bichos Escrotos' Titãs no Festival de Inverno — Foto: Pedro Dimitrow/ Divugação Lançado em 1986, Cabeça Dinossauro ajudou a redefinir os rumos do rock brasileiro. O álbum, com letras afiadas, transformou os Titãs em uma das vozes mais contundentes de sua geração. Quarenta anos depois, mais precisamente no dia 25 de julho, a banda leva ao Festival de Inverno Rio a turnê comemorativa de um de seus trabalhos mais emblemáticos. Com faixas como "Polícia", "Igreja", "Bichos Escrotos" e "AA UU", o álbum atravessou o século sem perder a força. "O Cabeça Dinossauro é um disco que permanece muito atual e eu acho que isso se deve muito porque os temas estão sempre presentes no convívio humano. O disco de certa forma questiona a autoridade policial, o abuso de poder, a exploração em nome da religião, o capitalismo. Ele é um disco a favor da liberdade e da democracia. Então, acho que tudo isso faz o Cabeça realmente permanecer atual", declarou Tony Bellotto, integrante da banda. Na nona edição do evento, os Titãs dividem a programação de uma noite dedicada ao rock nacional ao lado de Capital Inicial, Charlie Brown Jr. (Marcão Britto e Thiago Castanho) e IRA!. Para Sergio Britto, um dos grandes atrativos dos festivais está justamente nos encontros que eles proporcionam, tanto para o público quanto para os artistas. "Você encontra muita gente, bandas, amigos, parceiros, gente que não costuma cruzar com tanta frequência. Então os festivais sempre são acontecimentos muito especiais", afirmou. Produzido e idealizado pela PECK, o Festival de Inverno Rio chega à sua nona edição entre os dias 24 de julho e 2 de agosto, na Marina da Glória. Ao longo de seis noites, o evento reúne mais de 30 atrações de diferentes estilos musicais e se consolida como o principal encontro cultural do inverno carioca.