A Copa do Mundo de 2026 será realizada em três países diferentes: México, Estados Unidos e Canadá. Na 23ª edição do campeonato, a escolha inédita de realizar a competição dessa forma está ligada ao aumento de seleções participantes. A edição de 2026 contará com 48 equipes disputando a taça. Estados Unidos e México já receberam a Copa do Mundo em outras oportunidades — o Canadá estreia como sede pela primeira vez. Os americanos foram sede do mundial em 1994, ocasião em que o Brasil foi tetra campeão. Os mexicanos foram palco das partidas em 1970, quando o Brasil de Pelé foi tricampeão, e em 1986, ano em que a Argentina de Diego Maradona conquistou o bicampeonato. A decisão de aumentar o tamanho do torneio foi tomada ainda em 2017 de forma unânime pelo Conselho da Fifa, fazendo com que a organizadora do campeonato passasse a priorizar candidaturas de sedes com estruturas mais robustas, já que iria receber uma quantidade de delegações e torcedores consideravelmente maior do que nas edições passadas. O processo de candidatura, segundo consta no relatório oficial de avaliação da Fifa, começou ainda em 2017. A entidade escolheu entre duas propostas finais, uma apresentada pela Associação Marroquina de Futebol e outra conjunta, liderada pela Associação Canadense de Futebol, pela Federação Mexicana de Futebol e pela Federação de Futebol dos Estados Unidos. As associações filiadas à União das Associações Europeias de Futebol (UEFA) e à Confederação Asiática de Futebol (AFC) não podiam apresentar candidaturas, já que as Copas do Mundo de 2018 e 2022 foram realizadas na Europa (Rússia) e na Ásia (Catar), respectivamente. A candidatura conjunta dos três países levou a melhor nas pontuações gerais, registrando uma nota 4,0 de 5,0, já a de Marrocos recebeu nota 2,7. O principal motivo foi que os três países já possuíam praticamente toda a infraestrutura pronta: estádios, aeroportos, hotéis e redes de transporte. Outro ponto forte do trio era que não haveria necessidade da construção de novos estádios, apenas adaptações e reformas para entrar no padrão Fifa, enquanto Marrocos precisaria construir nove estádios do zero e renovar significativamente outros cinco. A previsão de receita da candidatura “United” também pesou na decisão. Enquanto nos EUA, Canadá e México foram previstos US$ 14,3 bilhões, no Marrocos a receita ficou em US$ 7,2 bilhões. O mercado de entretenimento e esportes altamente desenvolvido nos três países da América do Norte justificou as projeções elevadas em ingressos e hospitalidade. *Estagiário sob supervisão de Diogo Max