Militantes do PT se reuniram em Brasília nesta segunda-feira (8) no "4º Encontro Nacional do Núcleo Evangélico do Partido dos Trabalhadores" e lançaram uma carta aberta. O documento é um aceno a cristãos neopentecostais e traz considerações sobre programa de governo de Lula (PT), que tenta reeleição em 2026.
A carta trata de temas variados, como a violência contra a mulher, as ações da gestão petista e a defesa da democracia. Não há, porém, menções a questões de gênero, a direitos da população LGBTQIA+ e à descriminalização do aborto, pontos que costumam gerar discodâncias entre evangélicos e a esquerda.
"Rejeitamos toda tentativa de transformar a religião em instrumento de manipulação política, e denunciamos aqueles que usam do Evangelho como negócio", diz a carta, que traz trechos dos livros bíblicos de Isaías, Tiago, Mateus, Efésios e Pedro.
A carta também cita preocupação com notícias falsas e discursos de ódio. "A religião não deve ser utilizada para dividir o povo brasileiro, mas para promover esperança, solidariedade e compromisso com o bem comum."
Também defende que evagélicos não formam um bloco político único, mas afirma não ter a pretensão de "falar por todas a denominações". A fé cristã também é associada a pautas progressistas, como a reforma agrária, a proteção dos vulneráveis e à justiça social.










