Toyota e Renault demoraram a ingressar no segmento de SUVs médios nacionais. Enquanto a marca japonesa só entrou na disputa em 2021 com o Corolla Cross, a francesa estreou apenas em 2025 com o Boreal.

Em meio a um novo ciclo de expansão deste nicho de mercado, ambos os modelos passam pelo teste Folha Mauá em suas versões mais equipadas.

A Renault conquistou as famílias brasileiras quando lançou a minivan Scénic, em março de 1999. Seu preço partia de R$ 26.250 na versão RT, que trazia motor 2.0 a gasolina (115 cv) e câmbio manual de cinco marchas. Corrigido pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), o valor equivale a R$ 128,9 mil atualmente.

Sempre com motorização 1.3 turbo flex (163 cv) e caixa automática de dupla embreagem, o Boreal parte de R$ 179.990. O modelo de hoje é maior que o antepassado em todas as dimensões, mas há uma diferença fundamental. Enquanto a Scénic era pioneira em seu segmento, o SUV é só mais um entre tantos outros.

O desafio da Renault é mostrar que sua opção recupera o lado luxuoso e tecnológico da marca, que foi deixado de lado nos anos em que projetos de baixo custo predominaram na linha. Todas as versões trazem central multimídia, freio de estacionamento eletrônico, sensores de frenagem, auxílio para manutenção na faixa de rolagem, seis airbags e carregamento de celular por indução, entre outros itens.