As vendas de cimento caíram 1% no país em maio, na comparação com o mesmo mês de 2025, para 5,7 milhões de toneladas, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (Snic). No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, o aumento é de 1,2%, para 27 milhões de toneladas. Segundo o sindicato, fatores como os impactos do conflito no Oriente Médio e o endividamento em níveis recordes no país influenciaram o resultado de maio. No acumulado do ano até maio de 2026, as regiões Sudeste e Centro-Oeste foram as únicas que apresentaram queda de vendas, de 1% e de 0,2%, respectivamente. Já considerando apenas maio, o Sul também teve retração, de 5,3%, a maior delas, seguido por Sudeste (-1,9%) e Centro-Oeste (-0,6%). De janeiro a maio, Nordeste, Norte e Sul tiveram aumento de vendas, de 6,7%, 2,4% e 1,1%, respectivamente. Na métrica mensal de maio, o Nordeste avançou 4,5% e o Norte apresentou comportamento estável. O presidente do Snic, Paulo Camillo Penna, disse que o setor convive com sinais mistos. “Por um lado, é inegável que o aquecimento no mercado de trabalho e as atualizações nos programas habitacionais são alicerces para os resultados positivos. Contudo, lidamos com um cenário negativo de uma menor queda para a Selic [a taxa básica de juros] e a alta na inflação, acentuado pela instabilidade no Oriente Médio”, afirmou, em nota. Segundo ele, a indústria também acompanha com atenção a votação do projeto que propõe o fim da jornada na escala 6x1. “Essa possível alteração trabalhista tem potencial para onerar fortemente os custos de operação da indústria”, acrescentou. As vendas de cimento somaram 67,2 milhões de toneladas nos últimos 12 meses, incremento de 2,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. A projeção do Snic é que o setor cresça de 1% a 2% neste ano, após a alta de 3,7% em 2025. — Foto: Bloomberg