Um assessor de Bill Gates certa vez apresentou Jeffrey Epstein à fundação de saúde global do bilionário como um amigo e guru financeiro que era "famoso por algumas notícias ruins".
Quase 15 anos depois, os laços com o criminoso sexual morto em 2019 estão assombrando Gates. Ele será ouvido nesta quarta-feira (10) pelos investigadores do caso Epstein ligados ao Congresso dos Estados Unidos e tenta limitar os danos ao trabalho filantrópico de um quarto de século.
Enquanto outros, de Wall Street a Westminster, foram derrubados de cargos públicos proeminentes por causa de ligações com Epstein, Gates seguiu em frente. O cofundador da Microsoft continua sendo o principal financiador e figura central da fundação na qual investiu dezenas de bilhões de dólares.
A aparição perante o comitê de supervisão da Câmara dos Representantes colocará o bilionário e suas doações beneficentes sob os holofotes. Gates precisará proteger não apenas a própria reputação, mas também a intenção pública de doar praticamente toda a sua riqueza para reduzir desigualdades no mundo.
A Fundação Gates iniciou uma auditoria do próprio envolvimento tóxico com Epstein e disse ao FT que lamenta "ter qualquer funcionário interagindo com Epstein de qualquer forma". Segundo a fundação, Epstein alegou que poderia "mobilizar recursos filantrópicos significativos para saúde e desenvolvimento global". No entanto, a organização diz que não o pagou nem buscou qualquer colaboração com ele.











