Índice de abstenção nacional neste ano foi de 29%; prova foi aplicada em todas as capitais brasileiras Exame foi aplicado no domigo passado — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 08/06/2026 - 13:26 Enam 2026: 22 Mil Candidatos Disputam Vagas na Magistratura A quinta edição do Exame Nacional da Magistratura (Enam) de 2026 contou com a participação de mais de 22 mil candidatos, e o índice de abstenção foi de 29%. Organizado pela FGV, o exame é crucial para bacharéis em Direito que buscam ingressar na magistratura. O gabarito preliminar será divulgado nesta quarta-feira, e o resultado final está previsto para 18 de agosto. O exame visa democratizar o acesso à carreira, destacando a inclusão de grupos minorizados. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A quinta edição do Exame Nacional da Magistratura (Enam) teve mais de 22 mil participantes no país no domingo passado. O índice de abstenção nacional foi de 29%. O processo seletivo nacional e unificado é uma etapa obrigatória para os bacharéis em Direito com interesse em participar de concursos da magistratura. Os concursos da magistratura são os promovidos pelos tribunais regionais federais, tribunais do trabalho, tribunais militares e tribunais dos estados e do Distrito Federal e dos territórios. O Enam 2026 tem como banca examinadora a FGV Conhecimento. As comissões do Enam acompanharam a realização das provas em todas as capitais brasileiras. Segundo a organização do exame, a aplicação no país não apresentou "nenhuma intercorrência". O gabarito preliminar estará disponível para consulta nesta quarta-feira, com prazo para interposição de recursos nos dias 10 e 11. A publicação do resultado final da Enam está prevista para o dia 18 de agosto, com homologação do resultado no dia 24 do mesmo mês. Foram registradas 31.538 inscrições neste ano — sendo 5.187 pessoas negras, 1.709 pessoas com deficiência, 41 pessoas indígenas e 18 quilombolas. Serão considerados aprovados os candidatos que acertarem 70% da prova, em ampla concorrência, ou 50%, no caso de pessoas autodeclaradas negras, indígenas e com deficiência. Diretor-geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), o ministro Benedito Gonçalves defende que o exame conquistou o "objetivo" de sua criação: democratizar o acesso à carreira. — (O Enam) fez com que grupos minorizados da sociedade viessem à magistratura. Esses grupos poderiam ter um curso bem-feito de Direito mas olhavam a carreira como um pódio que não alcançavam. O Enam veio mostrar que eles podem vir — diz Gonçalves. O ministro também ressaltou os aspectos humanísticos abordados na prova: — Nas escolas judiciais e da magistratura, trabalhamos para traduzir para novas juízas e novos juízes não só o conhecimento técnico e jurídico, mas formamos profissionais para que sejam éticos, respeitadores dos direitos humanos e que saibam utilizar da forma correta as novas tecnologias. Já a secretária-geral da Efam, juíza federal Mara Lina Silva do Carmo, destaca a importância de uma maior diversidade na magistratura. — É importante destacar a democratização do acesso. A partir do momento em que aproximadamente 5 mil pessoas negras já foram aprovadas no Enam em todas as edições, dentre as 17 mil, isso faz com que as pessoas negras tenham mais acesso aos concursos públicos para a magistratura e com isso a gente tenha uma magistratura que reflita mais a demografia brasileira, que é composta majoritariamente por pessoas negras.
Exame Nacional da Magistratura teve 22 mil participantes em 2026; gabarito será divulgado nesta quarta-feira
Índice de abstenção nacional neste ano foi de 29%; prova foi aplicada em todas as capitais brasileiras














