Há um ano, o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, se retirou de um esforço global para coibir a evasão fiscal offshore por parte de empresas multinacionais. Essa decisão foi um enorme presente para as corporações americanas, permitindo que as empresas evitassem pelo menos US$ 40 bilhões (R$ 205,73 bilhões) em impostos de renda desde o início de 2025.

Uma análise do New York Times de documentos de valores mobiliários de quase 500 empresas mostrou que elas evitaram tributos ao enviar centenas de bilhões de dólares em lucros a outros países com impostos baixos ou inexistentes, como Chipre, Bermudas, Suíça e Ilhas Cayman. Frequentemente, as corporações canalizavam os lucros por meio de subsidiárias em lugares onde não tinham funcionários, escritórios ou clientes.Os paraísos fiscais se tornaram mais atraentes depois que Trump assinou uma ordem em seu primeiro dia de volta ao cargo, retirando os EUA de um esforço internacional de 13 anos para acabar com tais esquemas. O esforço levou dezenas de países a impor um imposto corporativo mínimo e regras para perseguir empresas que usam paraísos fiscais.

Depois que os republicanos da Câmara aprovaram uma legislação no ano passado visando alguns desses países com um novo imposto, autoridades internacionais concordaram em isentar empresas americanas de grande parte da repressão.