Atirador abriu fogo em diferentes locais próximos a Kochav Yair, segundo a polícia; um suspeito foi morto, e buscas continuam para localizar um segundo Ambulâncias são vistas próximo ao local de um ataque a tiros em Tzur Yitzhak, no centro de Israel; uma pessoa morreu e outras ficaram feridas. — Foto: Jack Guez/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 07/06/2026 - 09:06 Ataque a tiros em Israel deixa um morto e cinco feridos; tensão cresce Um ataque a tiros perto de Kochav Yair, em Israel, resultou em um morto e cinco feridos. O atirador, Amar Mandar Yaseen, israelense de Taibeh, foi morto. As buscas continuam por um segundo suspeito. O primeiro-ministro Netanyahu avaliou a situação, enquanto o ministro Itamar Ben Gvir defendeu ações mais duras contra árabes israelenses. O incidente intensifica as tensões na região. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Pelo menos uma pessoa morreu e outras cinco ficaram feridas neste domingo em uma série de ataques a tiros em diferentes locais próximos a Kochav Yair, no centro de Israel, segundo informações das equipes de emergência e das forças de segurança israelenses. As autoridades informaram que o atirador foi morto durante a operação. A polícia o identificou como Amar Mandar Yaseen, cidadão israelense da cidade árabe de Taibeh. O serviço de emergência Magen David Adom informou que um homem de cerca de 35 anos morreu em decorrência de ferimentos provocados por disparos de arma de fogo. Segundo o órgão, outras cinco pessoas receberam atendimento médico e foram levadas a hospitais. Entre os feridos, dois estão em estado grave e três sofreram ferimentos de gravidade moderada, incluindo uma mulher de 61 anos e dois homens na faixa dos 30 anos. De acordo com a polícia, o suspeito abriu fogo inicialmente em um posto de gasolina próximo a Kochav Yair. Em seguida, deslocou-se para as localidades vizinhas de Tzur Yitzhak e Tzur Natan. As autoridades afirmaram ainda que ele disparou contra o portão de segurança do assentamento de Sal'it antes de ser confrontado pelo coordenador de segurança da comunidade. À AFP, Shachar Hazon, de 27 anos, que estava a caminho do trabalho quando ouviu tiros e buscou abrigo em um café. — Ouvi um único disparo, muito alto. Tão alto que chegou a machucar meus ouvidos — disse. — Olhei para os dois lados para entender o que estava acontecendo e vi um homem que tinha acabado de chegar para abastecer segurando o ombro, porque aparentemente foi ali que ele foi atingido. Depois de alguns segundos, ele caiu no chão. As Forças Armadas de Israel informaram que um dos autores do ataque foi morto e que as buscas continuavam para localizar um segundo suspeito. A polícia informou ter localizado um veículo supostamente envolvido na ação e afirmou que o suspeito foi morto nas proximidades de Kochav Yair, a poucos quilômetros da Cisjordânia ocupada. Autoridades disseram que forças de segurança permaneceram mobilizadas na região após os ataques. Segundo a polícia, um edifício em Taibeh foi cercado como parte da operação em andamento, enquanto equipes realizavam buscas em comunidades vizinhas em procura de possíveis suspeitos adicionais. O Gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, informou que ele realizou uma avaliação da situação e acompanhava os desdobramentos do ataque. No local, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, afirmou que há "um grupo entre os árabes israelenses que odeia o país" e defendeu que eles sejam "enfrentados diretamente". Em publicação na rede X, Ben Gvir afirmou que, caso o responsável pelo ataque fosse capturado com vida, seria executado. O ministro fazia referência a uma lei israelense aprovada recentemente que prevê a pena de morte para palestinos condenados por acusações de terrorismo relacionadas a ataques fatais contra israelenses. "O sangue judeu não é barato. Quem assassinar um judeu verá a corda do carrasco", declarou. Mais tarde, Ben Gvir afirmou no X que “a lei sobre a pena de morte para terroristas também se aplica aos árabes israelenses”, acrescentando: “Se ele tivesse sido capturado, eu teria exigido que fosse executado. Mas é melhor que tenha sido eliminado antes.” Na Cisjordânia, fontes palestinas locais e a agência oficial de notícias palestina Wafa informaram que forças israelenses fecharam dois postos de controle nas entradas da cidade de Tulkarem, localizada ao norte dos locais dos ataques, e instalaram um posto de controle temporário na entrada da cidade vizinha de Qalqilya. (Com AFP)