Forças Armadas de Israel afirmaram que uma investigação inicial determinou que os três palestinos eram 'civis não envolvidos' e expressaram seu 'profundo pesar' por 'qualquer dano causado' Um membro das forças de segurança israelenses passa por um veículo blindado enquanto dispersam palestinos na Cisjordânia ocupada — Foto: HAZEM BADER / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 05/06/2026 - 21:12 Soldados israelenses matam bebê palestino e ferem pais na Cisjordânia Soldados israelenses mataram um bebê palestino de sete meses e feriram seus pais durante disparos na Cisjordânia ocupada. As Forças Armadas de Israel expressaram pesar após identificarem as vítimas como "civis não envolvidos". O caso ocorre em meio a um aumento de violência no território desde outubro de 2023, com mais de 1.080 palestinos mortos. Israel prometeu investigar o incidente. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Ministério da Saúde palestino informou nesta sexta-feira que disparos israelenses mataram um bebê e feriram seus pais na Cisjordânia ocupada. Sam Fahd Abou Haikal, de sete meses, foi morto e seus pais ficaram levemente feridos "após as forças de ocupação abrirem fogo contra eles na noite de sexta-feira" na cidade de Hebron, no sul do território, informou o ministério em um breve comunicado. O caso ocorre em meio ao aumento de violência denunciado por palestinos no território, ocupado por Israel desde 1967. Israel afirmou, por sua vez, que investigará o caso. — Uma bala atingiu meu neto, atravessou seu rosto e cruzou sua cabeça, atingindo a bochecha da mãe, onde se alojou — disse a avó da criança ao jornal israelense Haaretz, acrescentando que a bala também atingiu de raspão o dedo do pai e que a mãe foi hospitalizada. As Forças Armadas de Israel afirmaram, por sua vez, que suas tropas abriram fogo depois que "soldados perceberam um veículo acelerando em sua direção", mas disseram que uma investigação inicial determinou que os três palestinos eram "civis não envolvidos" e expressaram seu "profundo pesar" por "qualquer dano causado". Segundo a agência de notícias oficial palestina Wafa, a família mora em Belém e estava viajando para visitar parentes em Hebron. Tareq Barbarawi, diretor do hospital público de Hebron, havia dito anteriormente à AFP que o bebê havia sido hospitalizado com ferimentos "graves". 'Matamos alguns cachorros' A justificativa do Exército de Israel é a mesma de a de um caso semelhante, ocorrido em março deste ano. Na ocasião, os soldados israelenses também atiraram contra um carro que levava uma família em Tammun, no norte do território, matando quatro pessoas, entre elas duas crianças. Segundo a versão israelense, eles perseguiam suspeitos de "atividade terrorista" e dispararam contra o veículo. O caso também foi levado à investigação. O Ministério da Saúde palestino identificou as vítimas na ocasião como Ali Khaled Bani Odeh, de 37 anos, Waad Othman Bani Odeh, de 35 anos, Othman, de sete anos, e Mohammed, de cinco anos. Mustafa, de oito anos, e Khaled, de onze, sofreram ferimentos leves causados por estilhaços, sendo os únicos a sobreviver. Khaled relatou ao Haaretz na época que um soldado israelense o retirou do veículo após atirar nele: — Ele disse: "Matamos alguns cachorros", me tirou do veículo e me espancou — disse. — Depois disso, me levaram para um jipe e me revistaram. Me perguntaram: "Quem estava com você no carro?" Quando eu disse: "Minha mãe, meu pai e meus irmãos", ele começou a gritar comigo, me chamando de "mentiroso, mentiroso". A violência ligada ao conflito israelo-palestino aumentou drasticamente neste território à margem da guerra em Gaza, desencadeada pelo ataque sem precedentes do movimento islâmico palestino Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023. Desde então, soldados ou colonos israelenses mataram pelo menos 1.080 palestinos, entre combatentes e civis, segundo uma contagem da AFP baseada em dados do Ministério da Saúde palestino. Além das operações militares avançando pelo território, a violência de colonos israelenses também tem se tornado mais frequente. Há inúmeros relatos recentes na imprensa internacional de invasões de terras agrícolas, ataques a casas e agressões a civis em deslocamento. Juntamente com cerca de três milhões de palestinos, mais de 500 mil colonos israelenses vivem em assentamentos e postos avançados na Cisjordânia, que são ilegais segundo o direito internacional. Com agências internacionais.
Soldados israelenses matam bebê de sete meses após disparos contra veículo na Cisjordânia ocupada, dizem autoridades
Forças Armadas de Israel afirmaram que uma investigação inicial determinou que os três palestinos eram 'civis não envolvidos' e expressaram seu 'profundo pesar' por 'qualquer dano causado'












