Luis Augusto Queiroz Miguel nasceu numa família de tenistas. O pai joga; o irmão mais velho também. O tênis era o idioma da casa em que o caçula, que todos chamam de Guto, cresceu, em Goiânia, onde nasceu em 26 de fevereiro de 2009. Dezessete anos depois, ele está na final juvenil de Roland Garros e já garantiu o posto de número 1 do ranking mundial da categoria.
A história começa em Goianésia, cidade do interior goiano onde a família morava quando Guto deu os primeiros passos no esporte. Foi ali que ele começou a jogar, aos cinco anos, batendo bolinha num paredão. O pai ensinava. O irmão Luís Felipe, cinco anos mais velho, treinava ao lado.
Quando o talento ficou evidente, veio a decisão difícil. Aos 14 anos, Guto deixou Goiânia sozinho para se profissionalizar em Brasília, onde passou oito meses morando em casas de família antes de os pais decidirem se mudar definitivamente para a capital. A aposta foi feita pelos dois lados: a família largou a cidade natal, e o menino apostou numa carreira que ainda não tinha nada garantido.
Em Brasília, passou a treinar com a dupla que o acompanha até hoje: Santos Dumont Guimarães, 57, e Kike Granjeiro. Para Guimarães, a chegada à final em Paris não é surpresa. "Já esperava. A gente trabalha há muito tempo para isso. O desenvolvimento dele foi absurdo, subiu muito rápido. Acho que tudo estava no tempo de acontecer", disse à Folha, por telefone, horas antes da decisão.












