"O futuro é isso aí, sair tocando. Vai fazer o quê?", responde Supla sobre seus próximos passos na música. O cantor paulistano completou em 2026 seis décadas de vida —quatro delas, dedicadas à carreira. O maior desafio atualmente, diz ele, é decorar as próprias canções, distribuídas em 20 álbuns: "Pô, é música pra caramba!"
Nesta sexta (5), o Papito apresenta seu disco mais recente, "Nada Foi em Vão", na Casa Rockambole, em São Paulo.
Enquanto passeia à noite respondendo perguntas da coluna pela praça da República, no centro de São Paulo, olhares curiosos de pessoas de todas as gerações o observam na expectativa. Um aceno seguido de "c’mon, kids!" ou "hey, champs!" são as confirmações que eles precisam para saber que se trata do verdadeiro, e não de um sósia. "Acontece o tempo todo de acharem que é alguém vestido de mim", ele ri.
O rockeiro lista "Green Hair (Japa Girl)", dedicada "a Tom Jobim e a todas as garotas de Nova York", como a canção que mais o define. "Eu sou romântico. I like it [eu gosto disso]. Adoro músicas românticas e tristes".
Entre as frequentes frases em inglês, o Papito conta que nunca deixou de falar sobre temas sociais, principalmente em relação à cidade de São Paulo, enquanto canta os versos "Punk de ciclone / Ratazana de iPhone / Cruzo a Ipiranga e São João / Escuto: Pega ladrão!".











